O óleo diesel também vai subir, mas em nível um pouco menor, com o reajuste ficando entre 4% e 5%
O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, confirmou ontem a defasagem nos preços da gasolina no Brasil. O governo planeja conceder um reajuste de 7% na gasolina e entre 4% e 5% no óleo diesel. "O que saiu na matéria é o plausível, mas eu não tenho notícia da decisão ainda", disse o secretário. IMPACTO Ele acrescentou que um eventual impacto do aumento nos combustíveis na inflação deste ano dependerá da data e da intensidade do reajuste. Silveira lembrou que a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para combustíveis já está zerada e, dessa forma, o governo não teria muitos instrumentos para evitar que o aumento do preço chegue às bombas dos postos de gasolina. DIESEL O governo federal deve reajustar em 7% o preço do combustível. O óleo diesel também vai subir, mas em nível um pouco menor - entre 4% e 5%. A expectativa é a de que o anúncio seja feito na semana que vem. Para amenizar o impacto desse aumento e evitar uma piora nos índices de inflação, a equipe econômica estaria estudando algumas medidas que poderão ser adotadas nos próximos meses. MISTURA Uma delas seria o aumento da mistura de álcool anidro (etanol) na gasolina. O governo deve anunciar a elevação do teto da mistura, dos atuais 20% para 25%, com o reajuste dos combustíveis. Mas a elevação só deve ser efetivada quando a colheita de cana-de-açúcar estiver no auge, o que deve ocorrer no fim do primeiro semestre. GÁS A decisão de importar o GNL (Gás Natural Liquefeito) para abastecer as térmicas no Brasil foi tomada após a Petrobras assinar, em 2007, um termo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) se comprometendo com o abastecimento das usinas. À época, havia deficit no fornecimento do produto. O gás produzido pela Petrobras e o importado da Bolívia eram insuficientes para atender indústrias, térmicas e veículos movidos a GNV (Gás Natural Veicular). EXTRAÇÃO O gás produzido no Brasil é predominantemente associado ao petróleo, cuja extração vem crescendo lentamente nos últimos anos. Já a demanda por gás tem disparado ano a ano. Na semana passada, a presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que "até 2020 não haverá aumento relevante de gás do pré-sal". FATOR A dificuldade de transporte é outro fator que impede a expansão da produção de gás natural no país. Não é possível estocar o produto, a menos que sejam usadas cavernas subterrâneas, o que elevaria os custos de produção.