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ECONOMIA
Segunda-feira, 23 de Março de 2009, 20h:51

BRT/OI

Fusão inicia processo de demissões em Mato Grosso

Primeiro trimestre de 2009 poderá contabilizar cerca de 150 dispensas

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Pelo menos 15 funcionários da Brasil Telecom (BrT) em Mato Grosso, que ocupavam cargos de gerentes, supervisores e coordenadores, já foram demitidos após a aquisição da companhia pela Oi, ratificada no último dia 9 de janeiro. E o número de demissões poderá chegar a 150 até o final do próximo mês. De acordo com Lauro Benedito de Siqueira, presidente do Sindicato dos Telefônicos do Estado de Mato Grosso, o número de demissões poderia ser bem maior caso os trabalhadores não formulassem um plano de desligamento com vantagens para os funcionários. Ele conta que a comissão dos sindicatos dos telefônicos esteve reunida na matriz da Oi, no Rio de Janeiro, para discutir os reflexos da reestruturação da empresa, nos postos de trabalho. “Os sindicatos solicitaram a reunião a pedido da categoria, uma vez que havia fortes indícios do início imediato de demissões de trabalhadores, boatos sobre Plano de Demissão Voluntária (PDV) e transferências de empregados entre filiais, sem qualquer definição de incentivos adotados”. Em princípio, de acordo com Siqueira, a expectativa era de que o processo de reestruturação seria feito com as demissões e o pagamento dos direitos aos trabalhadores. “Porém, os trabalhadores exigiram a participação direta na negociação e daí saiu uma proposta razoável para aqueles que ocupavam cargos em duplicidade”. A Oi e a Brasil Telecom fizeram um levantamento e identificaram 1,28 mil cargos no país - em funções de gerentes, supervisores e cooperadores - que poderiam sofrer alterações. “A previsão é demitir cerca de 400 funcionários até o final do próximo mês”, alerta Siqueira. Ele conta que a primeira fase da reestruturação atingiu a área gerencial, num total de 15 servidores dispensados. “Em Mato Grosso, a Brasil Telecom tinha 218 funcionários nos municípios de Cuiabá, Cáceres, Sinop, Rondonópolis e Barra do Garças. Os demais funcionários pertencem a empresas terceirizadas”. “O clima entre os funcionários é de insegurança, assim como foi na época da privatização da Telemat”, afirma Lauro Siqueira. RECOLOCAÇÃO - A Oi já contratou uma empresa de consultoria especializada em recolocação no mercado, a DBM, para ajudar na recolocação dos demitidos no mercado. A empresa oferece o plano de saúde para os demitidos e seus dependentes até dezembro deste ano e, no mínimo, por seis meses, após o desligamento, bem como o seguro de vida, para os dois planos. Para os trabalhadores desligados no “pacote de saída”, a empresa custeará o curso de MBA, até a sua conclusão para aqueles empregados que atualmente estão cursando. Também pagará os cursos de graduação para os empregados que hoje já estão matriculados, até o valor de R$ 400 reais, até dezembro de 2009, mais R$ 1,5 mil para formação profissional.

Edição EDIÇÃO 16964




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