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ECONOMIA
Quinta-feira, 11 de Julho de 2013, 20h:43

MERCADO FUTURO

Forrageiras trazem boas perspectivas a sementeiros

O mercado futuro de sementes tem sido um atrativo a produtores mato-grossenses devido à possibilidade de organização de um melhor plano de mercado aliado a um baixo custo de produção a longo prazo. Segundo o sócio-proprietário da Santa Rita Sementes, Pierre Patriat, as empresas estão se aperfeiçoando cada vez mais. Há cerca de 10 anos não existia esse tipo de comercialização futura. “Para se ter uma ideia, hoje cerca de 60% da safra já é negociada assim, de forma antecipada, e essa quantidade só não é maior devido à influência de fatores climáticos que podem interferir na produtividade de uma lavoura”. Patriat afirma ainda que a maior vantagem desse tipo de negócio futuro está na opção em que o agropecuarista tem de escolher que tipo de cultivar ele pretende plantar, de acordo com o solo e clima da região. Em uma propriedade localizada no município de Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá) Pierre Patriat plantou mil hectares com sementes de forrageiras. Um investimento de R$ 4,5 mil por hectare. Um custo 15% maior que na safra passada. O investimento em mercado futuro é uma boa opção de negociação, mas pode ser um negócio de alto risco, por isso rege a prudência de vender somente uma parte da produção prevista. Em toda lavoura plantada com sementes forrageiras Pierre optou por uma variação de 11 cultivares. “Têm pragas que podem atrapalhar a lavoura e o clima pode influenciar. As chuvas fora de época, em junho, por exemplo, já interferiram na produtividade, e no andamento da colheita nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso podendo ocorrer uma redução na produção de Panicum maximum (gramínea) principalmente”, ressaltou Patriat. O agricultor optou por essa variação de sementes devido à possibilidade de se obter um melhor aproveitamento de cada planta, uma redução nos custos de produção e a opção de ser cada vez mais produtivo no mercado de negociações futuras. Para este ano, Pierre pretende colher até agosto cerca de 900 toneladas de sementes. Como explica Pierre, a oferta de variedades, de um bom portfólio de cultivares, ajuda a atender à demanda de cada cliente. “Hoje nas reformas o agropecuarista não pode aperfeiçoar as suas pastagens com uma só espécie”, finalizou Pierre. De acordo com a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), em 2012 foram produzidas 10 mil toneladas de sementes no Estado. Este ano, a área plantada teve redução de 10%, mas a estimativa é de que não haja queda na quantidade de toneladas colhidas.

Edição EDIÇÃO 16962




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