ECONOMIA
Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013, 20h:50
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TETO/DÍVIDA
Fitch ameaça rebaixar nota dos EUA
A agência de qualificação de risco Fitch declarou ontem que pode rebaixar a nota de crédito dos Estados Unidos se o país não aumentar o teto da dívida americana e não implante medidas para reduzir o deficit público. O anúncio da Fitch acontece em meio à discussão no Legislativo de uma série de medidas da administração Barack Obama para evitar o chamado abismo fiscal, previsto para março. Uma delas é o aumento do teto, que é objeto de duro debate entre democratas e republicanos. RELATÓRIO Em relatório, a Fitch manteve a nota do país no nível AAA, o mais alto da escala da agência. No entanto, colocou-a em perspectiva negativa e ameaçou rebaixá-la se não são tomadas medidas para controlar o deficit e garantir os pagamentos dos títulos da dívida. Mesmo defendendo o aumento do limite de endividamento, a instituição qualificou a ação como um mecanismo ineficiente e potencialmente perigoso de disciplina fiscal, já que não impede decisões sobre gastos que ultrapassem esse teto. AMEAÇA A ameaça da Fitch é similar à feita pelas agências de qualificação de risco em agosto de 2011, quando uma batalha no Congresso atrasou a aprovação do aumento do topo da dívida americana. Na ocasião, a Standard & Poor's rebaixou a nota americana pela primeira vez, para AA+. Após duas semanas de discussão e temor dos mercados, a medida foi aprovada pelo Congresso. Na segunda-feira passada, o presidente do Federal Reserve (BC americano), Ben Bernanke, disse que é "muito importante" que os Estados Unidos subam o limite para evitar que o país entre em moratória nos próximos meses. "É muito, muito importante que o Congresso adote as medidas necessárias para se evitar que o governo fique sem a capacidade de honrar seus pagamentos", declarou Bernanke em discurso pronunciado na Universidade de Michigan. LIMITE O Tesouro norte-americano afirma que o país chegou ao limite de seu endividamento, de US$ 16,394 trilhões, em 31 de dezembro e agora está fazendo uso de medidas especiais para permitir que o governo cumpra suas obrigações financeiras. FALTA Diante da falta de um acordo entre democratas e republicanos, os Estados Unidos enfrentam o risco de "default" sem a elevação do teto da dívida. O Legislativo ainda precisa aprovar a elevação e elaborar um acordo sobre drásticos cortes de gastos automáticos que foram adiados para 1º de março. COMPROMISSO Horas antes, o presidente Barack Obama pediu aos republicanos que aceitem um compromisso sobre a dívida para "evitar uma nova crise econômica". Caso não haja acordo, a economia americana deverá entrar em recessão, o que afetaria o mundo inteiro.