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ECONOMIA
Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007, 20h:30

PARANAGUÁ

Fila não afeta exportações estaduais de soja em grão

TALITA ORMOND
Da Reportagem/Rondonópolis
Um congestionamento de aproximadamente oito quilômetros na BR-277, em direção ao Porto de Paranaguá, no Paraná), com cerca de 250 caminhões, causou transtorno no escoamento de soja transgênica até a manhã de ontem, quando o problema foi resolvido. A fila de caminhões carregados com grãos somou-se a outros 900 veículos que estavam parados no pátio de triagem ao lado do porto. Entre as empresas de soja de Rondonópolis, nenhuma registrou atraso no cumprimento dos prazos para o escoamento dos grãos, uma vez que a maioria opera pelo Porto de Santos (SP). Das tradings de Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), a ADM será a primeira a exportar grãos via Paranaguá, ainda este ano. A Amaggi informou, via assessoria de imprensa, que o escoamento de grãos transgênicos para exportação é feito por Guarujá (SP). O Porto de Paranaguá é usado eventualmente para exportação de óleo degomado. A Bunge Alimentos também não teve nenhum caminhão retido no congestionamento. Segundo a assessoria da multinacional, grande parte do transporte de grãos é feito por ferrovias, por isso não houve problemas no escoamento. A ADM informou que o Porto de Paranaguá ainda não é utilizado como alternativa para o escoamento da soja produzida em Mato Grosso e que apenas os estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná usam o terminal. No entanto, a previsão é de que ainda este ano a produção mato-grossense escoada pela empresa seja exportada pelo local. Atualmente, o transporte marítimo é feito via portos de Vitória (ES), Tubarão (ES) e Santos (SP). O presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Ricardo Tomczyk, acredita que o congestionamento pode ter atingido o trade da soja transgênica, mas considera que isso não reflete diretamente nos negócios do produtor. Segundo ele, os sojicultores do Estado não apresentam grandes volumes de exportação direta. Apenas vendem os grãos às grandes empresas, que fazem o esmagamento e comercialização externa do produto. “Diretamente, não tive nenhuma notificação”, disse. De acordo com Tomczyk, eventualmente algumas tradings utilizam o Porto de Paranaguá para escoamento, mas a maior parte das exportaçõesé feita via Porto de Santos. As informações obtidas junto ao setor produtivo estadual colocam em xeque as afirmações do superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, feitas na última quarta-feira, de que a fila foi formada porque “operadores portuários, cooperativas e produtores de Mato Grosso e Goiás, como estão diante de uma supersafra, estão tentando forçar o Porto de Paranaguá a abrir o silo público para a soja transgênica”. A fila no pátio de triagem foi ocasionada pela chuva, resultando na paralisação das atividades portuárias por cinco dias. “Tivemos mais de 23 horas de chuvas, o que impediu o embarque de grãos, porque os porões dos navios ficam fechados. Além disso, vários caminhões que estavam na rodovia vieram ao porto sem programação antecipada, contrariando ordem de serviço que determina esta obrigatoriedade e, ainda, não havia espaço suficiente nos armazéns privados para receber os produtos”, esclareceu. A capacidade estática de todos os silos graneleiros instalados no Porto é de mais de 1 milhão de toneladas.

Edição EDIÇÃO 16968




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