ECONOMIA
Quarta-feira, 05 de Setembro de 2012, 21h:42
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CONSTRUÇÃO CIVIL
Estado apresenta a maior inflação mensal do Brasil
Índice avaliado pelo IBGE mostra variação de 5,17%
MARIANNA PERES
Da Editoria
Mato Grosso é o estado com a maior inflação sobre o custo da construção civil, no Brasil, no mês de agosto. Conforme o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado ontem pelo IBGE, a variação mensal atingiu 5,17% em relação a julho, percentual que superou em mais de quatro vezes o apurado na média nacional, 0,79%, e acima também do observado nas médias regionais. A segunda maior inflação observada no período foi registrada na Paraíba, cuja elevação foi de 5,01%. Como explicam os técnicos do IBGE, devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Mato Grosso registrou forte variação mensal. Além do Estado, destacaram-se, também, com variações mensais influenciadas por reajustes salariais: Acre (4,67%), Amazonas (2,75%), Paraíba (5,01%), Paraná (3,50%) e Goiás (4,88%). No acumulado de 2012, Mato Grosso apresenta inflação de 6,04% - a segunda maior do Centro-Oeste, atrás de Goiás com 6,82% - e nos últimos doze meses soma 7,51%, atrás do Distrito Federal (8,62%) e Goiás (7,65%). Como destaca o Sinapi, o custo do metro quadrado no Estado, em agosto, foi cotado a R$ 866,38, o segundo mais caro da região Centro-Oeste e bastante acima do custo médio no Brasil, R$ 845,10. O metro quadrado mais caro da região pertence ao Distrito Federal, R$ 906,32. Conforme o IBGE, o custo nacional da construção, por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 838,46, em agosto, passou para R$ 845,10, sendo R$ 449,30 relativos aos materiais e R$ 395,80 à mão-de-obra. A aceleração do índice reflete os acordos coletivos ocorridos no mês de agosto. Em relação a agosto de 2011 (0,14%), a diferença foi de 0,65 ponto percentual. Considerando os meses de janeiro a agosto de 2012, a alta foi de 4,38%, enquanto em igual período do ano anterior havia ficado em 4,53%. O resultado dos últimos doze meses situou-se em 5,49%, acima dos 4,81% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. A parcela da mão-de-obra disponível apenas na avaliação nacional - apresentou uma variação de 1,26%, crescendo 0,72 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,54%). Já os materiais registraram uma diferença de 0,31% ponto percentual ao passarem de 0,07%, em julho, para 0,38%, em agosto. No ano, a mão-de-obra subiu para 8,95%, enquanto os materiais registraram 0,66%. Os acumulados em doze meses foram: 10,54% (mão-de-obra) e 1,41%(materiais). REGIÕES - A maior variação regional em agosto foi a da região Centro-Oeste, com alta de 3,08%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,54% (Norte), 0,08% (Sudeste), 1,92% (Sul) e 0,32% (Nordeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 852,49 (Norte), R$ 791,02 (Nordeste), R$ 879,65 (Sudeste), R$ 860,50 (Sul) e R$ 858,83 (Centro-Oeste). Com relação aos acumulados, a região Sul se destacou por apresentar a maior variação no ano (7,07%) e a mais alta nos últimos 12 meses (7,80%).