ECONOMIA
Terça-feira, 31 de Março de 2015, 21h:42
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Empréstimos custarão R$ 37 bi ao consumidor
Os empréstimos ao setor elétrico feitos em 2014 pelas distribuidoras de energia custarão ao consumidor R$ 37,4 bilhões. Esse valor pode cair um pouco ainda, para R$ 34 bilhões, porque, para conseguir a aprovação dos empréstimos com os bancos, o governo federal deu como garantia R$ 3,4 bilhões. Esse valor será pago pelo consumidor, mas devolvido posteriormente na forma de desconto sobre as tarifas. Só com o pagamento dos juros da operação, a conta bilionária carrega R$ 12,8 bilhões. Foram ao todo três operações de financiamento, somando R$ 21,17 bilhões. A primeira foi de R$ 11,2 bilhões, a segunda de R$ 6,57 bilhões e a última, paga ontem, é de R$ 3,39 bilhões. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou os valores durante sua reunião de diretoria, que acontece sempre ás terças-feiras. Os valores serão pagos ao longo de quatro anos e meio e serão diluídos na tarifa de energia na forma de aumentos anuais, no momento do reajuste tarifário. REPASSES - De acordo com estimativas da própria agência, os repasses devem representar um aumento médio anual na conta de luz de 6%. Todos os reajustes ordinários feitos até o momento - que inclui todas as cinco empresas do grupo CPFL, que atendem o interior paulista, além da Energisa Borborema, do Paraná, e a Ampla, no Rio de Janeiro - serão revistos. Para essas empresas, o efeito da aprovação dos valores trará uma redução na atual tarifa praticada. Isso ocorre porque a agência considerou nos processos de reajuste um limite de dois anos para o pagamento dos empréstimos, prazo original da operação. O governo, porém, alongou a operação, como citado, para que seja paga em quatro anos e meio, o que reduz o impacto anual. A Aneel pretende rever as tarifas dessas empresas já na próxima terça-feira (7).