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ECONOMIA
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011, 18h:59

NOVO MÍNIMO

Dieese calcula a injeção de R$ 47 bi na economia

MARIANNA PERES
Com Agência Brasil - São Paulo
O aumento do salário mínimo vai injetar R$ 47 bilhões na economia brasileira, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O órgão divulgou ontem uma nota técnica sobre os impactos na economia do novo valor do piso salarial nacional, que passa a vigorar no dia 1º de janeiro. No ano que vem, o salário mínimo passa dos atuais R$ 545 para R$ 622. O aumento de R$ 77 representa um acréscimo de 14,13% no piso nacional. Descontada a inflação estimada para 2011, o aumento real do salário mínimo deve ser de 9,2%. Segundo o Dieese, 48 milhões de pessoas têm sua renda vinculada ao valor do salário mínimo e, portanto, serão diretamente beneficiadas com o aumento. O governo também passará a arrecadar R$ 22,9 bilhões a mais devido ao aumento do consumo causado pelo reajuste. Em Mato Grosso, conforme matéria veiculada pelo Diário em 26 de novembro, a estimativa é de que haverá um adicional mensal de mais de R$ 21 milhões na economia, cifras que em doze meses poderão ultrapassar o montante de R$ 255 milhões. Essa injeção monetária, conforme representantes do comércio, será totalmente revertida para o consumo, já que o piso proposto garante ganhos reais, ou seja, acima da inflação de 2011. No Estado pouco mais de 277 mil pessoas têm um salário mínimo como rendimento mensal. O montante prospectado se refere aos R$ 77 adicionais, diferença entre o atual salário mínimo de R$ 545 para o valor concedido de R$ 622 multiplicado pelo contingente de 277 mil mato-grossenses. Deste universo que depende diretamente do mínimo, no Estado, cerca de 249 mil são beneficiários da Previdência e 28 mil assalariados. Conforme proposta do Ministério do Planejamento, o mínimo foi elaborado com uma previsão de inflação de 6,65%, mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, que foi de 7,5, o que levou ao aumento de 14,26%, ou para R$ 622.

Edição EDIÇÃO 16964




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