ECONOMIA
Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007, 20h:31
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SALDO DE JANEIRO
Desemprego sobe e renda cai, diz IBGE
CLARICE SPITZ
Da Folha Online, no Rio
A demissão de trabalhadores temporários fez com que a taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas do país subisse de 8,4% em dezembro para 9,3% em janeiro. Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Cimar Azeredo, o movimento de alta da desocupação era esperado no início do ano e está em linha com o observado no mesmo mês do ano passado. Em relação a janeiro de 2006 (9,2%), a taxa ficou estável. No mês passado ocorreu o fechamento de 240 mil postos de trabalho. No Rio de Janeiro, porém, o efeito de dispensa dos temporários é retardado em razão do aquecimento do setor de turismo na capital no início do ano. Com isso, o contingente de desocupados nas seis regiões alcançou 2,1 milhões. "Ao longo do segundo semestre existe a entrada de trabalhadores temporários e grande parte deles é dispensada em janeiro", afirmou. O setor que mais fechou postos de trabalho foi o comércio, que teve um recuo de 3,5% no número de vagas, com a eliminação 141 mil postos. A região metropolitana de Recife apresentou o recuo mais expressivo nesse segmento: -7,6%. Em São Paulo, o comércio apresentou um decréscimo de 4,8%. RENDIMENTOS - O rendimento médio real do trabalhador em janeiro foi de R$ 1.066,10, o que representa uma queda de 1,1% na comparação com dezembro. Segundo Azeredo, no primeiro mês do ano o mercado de trabalho experimentou uma queda pontual no rendimento, impulsionada pelo recuo de 3,1% nos ganhos de trabalhadores que prestam serviços a empresas (consultorias, por exemplo), setor com maiores salários. O segmento de Outros Serviços, que inclui o setor hoteleiro, apresentou um recuo de 2,6% nos rendimentos. Na indústria, os rendimentos caíram 0,7%. No comércio, 1,9%. Já em relação a janeiro de 2006, houve um aumento de 4,7% no poder aquisitivo. O emprego com carteira de trabalho assinada caiu 0,8% em janeiro na comparação com dezembro, mas subiu 4,1% sobre janeiro de 2006. O gerente do IBGE afirmou que somente em abril será possível avaliar se o mercado de trabalho continuará com a mesma tendência de 2006, em que houve melhora qualitativa, ou seja, alta nos rendimentos e na formalização, mas não quantitativa, sem redução mais expressiva da taxa de desocupação e aumento da ocupação. Azeredo lembrou que o mercado de trabalho ainda se recupera das perdas sofridas em 2003 e ainda não alcança o patamar de rendimentos de 2002. "Tivemos recuperação em 2006 e não melhora".