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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 28 de Fevereiro de 2009, 12h:21

AGRICULTURA

Debate busca superar crise no setor

FRANCIELLE MEZADRI
Da Reportagem/Sorriso
Produtores rurais de Mato Grosso e entidades de classe voltadas à agricultura estão buscando o fortalecimento das relações para superar a crise do setor. Em um debate realizado na última sexta-feira, no Sindicato Rural do município de Canarana (823 quilômetros ao leste de Cuiabá), cerca de 150 pessoas, entre autoridades e produtores da região discutiram o tema “A crise e a solução que vem do campo”. A idéia do debate é unir os produtores e as entidades do setor para que juntos possam se em empenhar na sugestão de alternativas para superar a atual crise econômica mundial. Para o presidente do Sindicato Rural de Sinop (503 quilômetros ao norte de Cuiabá) e conselheiro fiscal da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Antônio Galvan, uma sugestão seria investir na otimização da gestão financeira e no controle de custos das suas propriedades rurais, onde o plantio seja feito apenas com o crédito que chega a mão do produtor. “O Banco do Brasil está adotando um spread (taxa) de 7,3%, algumas tradings cometem abuso ao sustentar taxas nas alturas”. Galvan defende ainda que é um “um suicídio plantar com um recurso que só existe virtualmente e que quando chega ao produtor está embutido de juros abusivos”. De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, existem vários projetos que têm o objetivo de otimizar a aplicação dos recursos financeiros do setor e, conseqüentemente, melhorar a renda do produtor. Porém, o entrave está na falta de uma política agrícola no País, onde os agricultores vivem apenas com a política de crédito subsidiado que atinge apenas uma pequena parcela. “Em Mato Grosso apenas 9% dos produtores tem acesso a este crédito. E uma das propostas é ampliar o acesso ao seguro rural que não contemple apenas o caso de desastres climáticos, mas também amparem o produtor na questão comercial e garanta renda”. JUSTIÇA - Prado salientou ainda que a Famato, juntamente com os Sindicatos Rurais e as Associações, como Ampa e Aprosoja/MT impetraram sete ações judiciais somente no ano passado, sendo que cinco destas ações contemplavam questões ambientais e indígenas, enquanto que as outras duas estavam relacionadas ao endividamento. “A última vitória foi a segunda liminar expedida pelo Tribunal de Justiça favorável ao setor, que obriga os bancos a efetuarem as renegociações dos financiamentos de investimentos agrícolas, sem exigir obrigações além do que a lei determina”. POLÍTICA - O deputado federal Homero Pereira (PR/MT), que também participou do debate defendeu o fortalecimento na área de comunicação com a sociedade. “Para mudar a imagem do setor junto à sociedade, do ponto de vista prático, um dos primeiros pontos estratégicos é investir na comunicação direta com as escolas e com as universidades, de modo que seja propagada a importância da agricultura para a arrecadação dos estados brasileiros, a fim de que criemos a abertura de novos empregos. Enfim, de forma que o povo brasileiro entenda que este país é essencialmente agrícola e a economia depende e muito deste setor”. (Com informações da Aprosoja/MT)

Edição EDIÇÃO 16964




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