ECONOMIA
Sábado, 28 de Março de 2009, 12h:39
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Crise trava investimentos
Ailton Caselli, dono da maior rede de confecções da região o Grupo Caselli, lojas Avenida e Giovanna, com 70 lojas espalhadas em oito estados, decidiu adiar todos os investimentos programados para o primeiro trimestre de 2009 por conta da crise financeira. Os investimentos foram travados porque os bancos não estão liberando crédito. Não há como arriscar neste momento, disse o executivo, que em 2008 abriu 15 lojas e tinha planos de abrir mais oito em 2009 (investimentos de R$ 20 milhões). Não temos dimensão desta crise, por isso decidimos adiar [os investimentos], justificou. Caselli acredita que a atual crise poderá puxar outros setores da economia. A rede Call Center previa abrir 10 lojas este ano (R$ 5 milhões), mas acabou reduzindo este número para três, mas nenhum investimento fica em Mato Grosso. Serão duas lojas em Porto Velho (RO) e uma em Blumenau (SC), totalizando investimentos de R$ 3 milhões. Estamos redirecionando nosso foco e, onde é possível, estamos fazendo a junção de duas ou mais lojas no interior, para reduzirmos custos, conta Mário Zanata. Para o empresário Paulo Gasparoto, da rede de lojas de decoração e utilidades Decorliz, por trás desta cortina existe o perigo de recessão e desemprego, por isso os investimentos programados devem ser reavaliados. Adiamos a expansão da nossa rede. Tínhamos previsão de abrir mais duas lojas, mas tivemos de suspender. A Milan Móveis, que fabrica móveis para escritórios e escolas, foi outra empresa que decidiu postergar seus investimentos no Estado. A empresa planejava ampliar suas instalações, adquirir novos equipamentos, fazer a modernização tecnológica e aumentar a produção. Todos os planos foram suspensos por conta da conjuntura. Para o vice-presidente da Fecomércio/MT, Roberto Peron, o cenário para investimentos é de indefinição. Ninguém sabe o que poderá acontecer, por isso os investidores estão tomando a decisão de adiar os projetos. (MM)