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ECONOMIA
Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014, 20h:21

SOJA 13/14

Colheita chega a 2% em MT

Trabalhos observados até a última sexta-feira pelo Imea, estão 0,9 p.p. a frente do registrado em 2012

MARIANNA PERES
Da Editoria
Mato Grosso, maior produtor de soja do país, fechou as duas primeiras semanas de janeiro com 1,9% da área colhida. Com trabalhos iniciados ainda entre o Natal e o Ano Novo, produtores da região oeste são os mais adiantados e somam cerca de 8% da área cultivada com soja colhida. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Para este ciclo o órgão estima recorde em produção e área plantada, com 25,7 milhões de toneladas e 8,3 milhões de hectares plantados, respectivamente. E por enquanto, produtividade e clima sinalizam novos números históricos ao Estado. A colheita inicial vem apresentando uma produtividade entre 54 e 58 sacas por hectare, médias consideradas boas para a soja superprecoce e precoce, segundo o superintendente do Imea, Otávio Celidonio. Como destacam os analistas do Imea, a evolução dos trabalhos no campo é afetada pelas precipitações. Apesar da ocorrência diária de chuvas nas últimas semanas, a situação observada de maneira geral no Estado até o momento não está prejudicando o andamento da colheita. Para os próximos meses a previsão é de precipitações com volumes maiores do que a média dos últimos cinco anos. No mês de fevereiro, o acumulado de chuvas para Sorriso – maior produtor mundial do grão - deve ser de 389 milímetros (mm) e de 460 mm para março, 76% e 90%, respectivamente, superiores à média do período de 2009 a 2013. O mês de fevereiro também deve apresentar volumes elevados para Campo Novo do Parecis e Rondonópolis, com previsão de acumulado mensal de 390 mm e 328 mm, respectivamente, o mês mais chuvoso para estes municípios. COLHEITA - A região oeste é a com maior avanço na colheita: 8% da área, devido à semeadura antecipada, já no ínicio da segunda quinzena de setembro, logo após o fim do período proibitivo, o Vazio Sanitário. Conforme a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), a maioria das lavouras colhidas nesse início de janeiro deve dar lugar ao algodão como primeira opção de segunda safra, mas também há produtores optando pelo milho. O produtor Cleto Welber, de Sapezal (480 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), já retirou 40% da produção do campo e fará o plantio de algodão nesta área. “Essa soja é de uma variedade superprecoce de 98 dias, iniciamos o plantio em 18 de setembro e colhemos uma média de 54 sacas por hectare.” Ainda em Sapezal, Anilson Rotta, colheu 20% da área de soja precoce de 100 dias, com uma média de 61 sacas por hectare, e já está plantando, logo em seguida, o milho. “A soja que plantamos em 23 de setembro, colhemos nos dias 2 e 3 de janeiro. Já o milho semeado agora será colhido no final de maio.” Em Campo Novo dos Parecis (396 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), o produtor Fabio Moraes, fez a opção de segunda safra com milho pipoca, girassol e milho. Ele já retirou soja de 100 hectares de superprecoce de 90 dias, a área vai receber milho pipoca. “Estamos com 5% da área colhida, vamos esperar um pouco para semear primeiro o milho pipoca, depois o girassol e o milho normal.” MAIS RITMO - Apesar da chuva constante que tem caído em Mato Grosso, os três produtores da região oeste não mencionaram problemas com o volume pluviométrico nesse início de colheita. Segundo o diretor técnico da Aprosoja/MT, Nery Ribas, a colheita será intensificada a partir da próxima semana e deverá alcançar o pico em fevereiro. “Agora estão sendo colhidas as variedades superprecoce, média de 95 dias, e as precoces, com média de 105 dias, posteriormente, iniciam os ciclos de 110 e 120 dias”.

Edição EDIÇÃO 16962




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