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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011, 14h:37

MEDICAMENTOS

CDL alerta para maior ilegalidade

A pirataria de medicamentos e produtos para saúde, segundo pesquisa do Center for Medicines in the Public Interest, movimenta U$$ 75 milhões ano no mundo. O quadro tende a gerar mais milhões para os falsários e traficantes caso se mantenha a proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de tirar do mercado os moderadores de apetite, por exemplo. Conforme alerta da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), além do fomento à ilegalidade esses produtos ficam cada vez mais propensos a ocasionar danos em nível de saúde pública. “A comercialização pela internet de medicamentos controlados é ilegal. Mas, esta é uma realidade que movimenta milhões em dinheiro”, explica o vice-presidente da CDL Cuiabá, Célio Fernandes, pontuando a preocupação dos desdobramentos da ação da União com a proibição. “Na verdade o comércio formal, no caso as farmácias, que são fiscalizadas e controladas por meio do registro de receitas médicas, perderão o direito desta venda, mas sofrerão a concorrência desleal do comércio realizado por traficantes de medicamentos, que trazem a mercadoria de todos os lugares do mundo e efetuam vendas até mesmo pela internet, sem exigência de receita médica, claro”. Fernandes destaca ainda que “e isso é o que mais preocupa, pois a comercialização ilegal traz junto um alto índice de falsificados e remédios que a Anvisa nem tem conhecimento ou o controle das fórmulas, prejudicando os consumidores, possivelmente com riscos de morte, quando, os controlados estão sob a alçada dos médicos”. O nutrólogo, Márcio Monteiro, que trabalha em Cuiabá, coloca a restrição total aos remédios para emagrecimento como uma “irresponsabilidade”. De acordo com ele a questão é “o que fazer com todos os obesos mórbidos, obesos e as tantas doenças que o sobrepeso causa?”, indaga. Para ele, “a Anvisa que nos apresente a solução, principalmente para o fato de que nem todos os obesos conseguem emagrecer, se não associar a reeducação alimentar com medicamentos”, pronuncia. Márcio lembra que, a demora prolongada demais em emagrecer, muitas vezes, interfere no estado emocional da pessoa, havendo inúmeros casos de propensão a suicídio por causa da autoestima abalada pela obesidade.

Edição EDIÇÃO 16960




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