Caso Arantes passo-a-passo na Justiça de Mato Grosso
Mato Grosso, janeiro de 2009. O juiz-substituto da comarca de primeira entrância de Nova Monte Verde, Wendell Simplício, concede recuperação judicial ao Grupo Arantes, dono do Frigorífico Monte Verde. Na mesma sentença manda que bancos privados credores do Arantes lhe devolvam cerca de R$ 120 milhões que o favorecido teria perdido em operações com derivativos de câmbio. Os bancos condenados ao pagamento entram com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Estado (TJMT). O desembargador Donato Fortunato Ojeda indefere o efeito suspensivo do agravo. Simplício deixa a comarca ao colega juiz-substituto Roger Augusto Bim. O processo toma novo curso: Bim entendeu que a competência para o caso é da comarca de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e sede do Grupo Arantes, constituído por tradicional família de pecuaristas daquele município, que empresta o sobrenome ao empreendimento. O Grupo Arantes entra com agravo de instrumento contra a decisão de Bim. Ojeda derruba a decisão do novo juiz e mantém a sentença de Simplício, inclusive ratificando que um dos bancos que fez operações com derivativos de câmbio efetuasse em 72 horas depósito reclamado pelo Arantes. O desembargador José Silvério Gomes derruba as decisões de Ojeda mandando o caso a julgamento pelo Tribunal Pleno, o que ainda não aconteceu. (EG)