NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quarta-feira, 08 de Junho de 2011, 20h:45

AGRONEGÓCIO

Campo segura balança e fomenta demanda interna

Até 2015, mais 800 milhões de pessoas habitarão o mundo e 50% da população estará na cidade

MARIANNA PERES
Enviada Especial a Campo Grande-MS
Para a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e senadora pelo DEM, Kátia Abreu, o campo não apenas sustenta a balança comercial brasileira como também atende e fomenta a demanda interna por alimentos. "O Brasil é hoje o maior exportador mundial de carne bovina e o segundo produtor mundial, e recentemente assumiu a condição de líder na exportação mundial de aves. Ainda assim, a nossa classe C aumentou em 24% o consumo de carne e temos uma ascensão crescente das classes D e E para alimentar. Atualmente, 27% da produção nacional de alimentos é sustentado pelo campo e ainda tem gente que não entende a nossa importância para o país". Conforme dados apresentados pela ruralista, dos R$ 2 trilhões do Produto Interno Bruto (PIB), R$ 468 bilhões, ou 23%, vêm do agronegócio, sendo 30% da pecuária e 70% da agricultura. Quando a comparação se estende ao comércio internacional, a importância do segmento se mantém. Dos US$ 201 bilhões faturados com as exportações, 38% ou US$ 76 bilhões vieram do campo. "Há dez anos a balança comercial era negativa e agora, mesmo sendo o maior exportador mundial de carne bovina - 33% do total mundial vem do Brasil - apenas 19% da produção local é exportado", argumenta. Ela reforça que se hoje o Brasil consegue ter reservas cambiais é graças ao desempenho do agronegócio. "E onde está o crime?", indaga numa referência ao desempenho do segmento. E as previsões asseguram lugar de destaque ao segmento ao longo dos anos, seja no Brasil - com a ascensão das classes C, D e E - como no mundo. Até 2015, mais 800 milhões de pessoas habitarão o mundo e 50% da população estará na cidade. Em 2050, serão apenas 20% no campo e 80% na cidade, "e essa migração aumenta e muito a demanda por alimentos". Na análise da economia nacional, Kátia destaca que desde a criação do plano real o aumento da renda acumula 116% e o poder de consumo da classe C já responde por mais de 46% do consumo nacional, ultrapassando os 44% das classes A e B. "As classes A e B respondem por 20 milhões de habitantes. A classe C, por 96 milhões, e a D e E somam outro 74 milhões, ficando responsáveis por 10% do consumo. Do real pra cá vemos que a renda dos 20% mais pobres aumentou 50%, ao passo que a renda dos 20% mais ricos aumentou 8,8%. Conforme o IBGE, 25 milhões de brasileiros sairão da linha de pobreza".

Edição EDIÇÃO 16964




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL