ECONOMIA
Quinta-feira, 08 de Maio de 2008, 20h:54
A
A
Brenco quer licença para ramal
A Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco) acaba de encaminhar pedido de licenciamento prévio ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para construir um alcoolduto ligando Alto Taquari (479 quilômetros ao sul de Cuiabá) ao porto de Santos (SP), numa extensão de 1,12 mil quilômetros. O valor do investimento não foi revelado. A informação é do superintendente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool), Jorge dos Santos, acrescentando que o duto deverá ser construído até 2012, ano em que a Brenco estará concluindo seu ciclo de produção em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás e produzindo 3,7 bilhões de litros de álcool. A área plantada pela Brenco deverá ocupar 300 mil hectares e a primeira usina começa a operar em maio de 2009, esmagando três milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produzindo 275 milhões de litros de álcool. A previsão é de que até 2012 as 10 unidades estejam operando com toda a sua capacidade e, a produção, sendo escoada por meio do ramal. O canal estará aberto a todos os produtores da região em que o alcoolduto percorrer, como forma de conquistar mais mercado, disse o presidente da Brenco, empresário Henri Philippe Reichstul, que anunciou recentemente a instalação da primeira planta de etanol do grupo em Mato Grosso. A planta está sendo instalada em Alto Taquari, que possui uma logística de transportes - terminal da Ferronorte - e favorece investimentos desta área, além de uma topografia e terras férteis adequadas ao plantio de cana-de-açúcar. INVESTIDOR - A Brenco está em operação há pouco mais de um ano e reúne megainvestidores nacionais e do exterior. Conforme destaca Reichstul, a empresa está preparada para até 2009 instalar dez plantas de combustível produzido a partir da cana-de-açúcar em todo o País, e tornar-se uma das maiores empresas produtora de etanol no mundo em larga escala e com baixo custo de produção. Para alcançar essa meta, a Brenco estima investir aproximadamente US$ 2,2 bilhões nas plantas, que juntas terão capacidade de processamento de 44 milhões de toneladas de cana e produção de 3,7 bilhões de litros de álcool por ano. A produção da Brenco será direcionada ao Brasil e ao exterior, contribuindo para o desenvolvimento de um mercado global de etanol. Reichstul apontou a capacidade de produção, o clima e o solo mato-grossenses como alguns dos fatores que atraíram a Brenco ao Estado. Estamos iniciando os primeiros projetos e, até 2009, queremos estar com a planta de Alto Taquari em pleno funcionamento, projeto que iremos conduzir de maneira sustentável, observando critérios rígidos de queima da cana, de colheita e de administração, observou o presidente da Brenco. Segundo ele, a colheita será totalmente mecanizada e a usina deverá gerar em torno de dois mil empregos diretos. A Brenco e a Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso irão avaliar novas áreas no Estado apropriadas para a instalação de novas usinas. A Brenco já fez investimentos em terras e iniciou o plantio de cana em três municípios, das quatro primeiras plantas iniciais. Em Mineiros e Perolândia, em Goiás, e em Alto Taquari já está sendo plantada cana-de-açúcar para garantir oferta de matéria-prima quando as unidades entrarem em operação. (MM)