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ECONOMIA
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012, 19h:29

MELHORA

Brasileiro começa 2012 menos endividado, diz CNC

STÊNIO RIBEIRO
Da Agência Brasil – Brasília
Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que os brasileiros estão menos endividados neste início de 2012 do que em janeiro do ano passado. A pesquisa da CNC constatou que 58,8% das famílias têm algum tipo de dívida, com leve crescimento em relação aos 58,6% de dezembro. O nível de endividamento, entretanto, está abaixo dos 59,4% verificados em janeiro do ano passado. As preocupações de mercado fixam, porém, os 6,9% de famílias que disseram não ter condições de quitar suas dívidas, índice de inadimplência considerado bastante alto. Essa taxa, entretanto, está mais confortável que os 7,2% de dezembro e que os 7,9% de janeiro de 2011, de acordo com a economista Marianne Hanson, da CNC. Ela ressalta a possibilidade de aumento dos níveis de endividamento e de inadimplência no curto prazo, devido aos gastos típicos de início de ano como matrículas, material escolar, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A economista destaca, contudo, que “a melhora recente na percepção em relação à capacidade de pagamento indica uma perspectiva positiva para os indicadores de inadimplência”, assim considerados os atrasos com mais de 90 dias. Segundo ela, o cartão de crédito continua como o principal vilão do endividamento do brasileiro na opinião de 73% dos entrevistados, seguido à distância pelos carnês (22%) e pelo crédito pessoal (12,1%). GASTOS NO EXTERIOR Os gastos dos brasileiros no exterior em 2011 bateram recorde e atingiram US$ 21,2 bilhões, informou ontem o Banco Central. Em 2010, os brasileiros gastaram US$ 16,42 bilhões. A alta, na comparação anual, foi de 29,2%. No ano, o saldo negativo de US$ 14,5 bilhões constituiu o recorde da série, com receitas e despesas também atingindo os patamares máximos de US$ 6,8 bilhões e de US$ 21,2 bilhões, respectivamente. A conta de viagens internacionais apresentou déficit de US$ 1,1 bilhão, em dezembro, com crescimento, na comparação com o mesmo período do ano anterior, de 7,1% dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil e de 2,2% dos gastos de turistas brasileiros no exterior. As reservas internacionais atingiram US$ 352 bilhões em dezembro, recuo de US$ 61 milhões em relação ao mês anterior. O movimento positivo para o turismo internacional foi bastante concentrado no primeiro semestre de 2011, alertou Túlio Maciel, chefe do departamento econômico do BC. "Até agosto, o crescimento na comparação com 2010 ficou na faixa de 50%. A partir de setembro, com o câmbio mais desfavorável, essa alta foi desacelerando", afirmou. Para 2012, de acordo com Maciel, o BC ainda espera crescimento nos gastos de turistas brasileiros no exterior, mas moderado. "Vamos partir de uma base de comparação bem mais elevada, que é 2011. E a taxa de câmbio e a incerteza do cenário internacional deve contribuir para que o turista seja mais cauteloso." DEFICIT O Brasil registrou em dezembro déficit em transações correntes de US$ 6,04 bilhões. No ano, o déficit atingiu US$ 52,61 bilhões, ante US$ 47,323 bilhões em 2010.

Edição EDIÇÃO 16969




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