NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 09 de Abril de 2011, 12h:53

EFEITO MORALES

Bolívia autoriza despacho e distribuição será retomada

Conforme a MT Gás, GNV já estaria disponível na tarde de ontem aos postos

MARIANNA PERES
Da Editoria
O presidente da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), Helny de Paula, confirmou que a Bolívia autorizou o envio de gás natural ao Estado. Ontem pela manhã os despachos foram iniciados em território boliviano e a previsão era de até o meio-dia ter pressão suficiente nos dutos para posterior compreensão e, assim, retomar a distribuição regularizando o varejo até este domingo. Ainda conforme Helny, todos os pontos de revenda, postos de combustíveis em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e a fábrica da Sadia começariam a receber o combustível ainda na tarde de ontem. “Tão logo haja pressão no City Gate, daremos início à distribuição”, frisou. O engenheiro responsável pela GNC Brasil – empresa autorizada a realizar compressão, transporte e distribuição do gás natural no Estado – Francisco Jamal, estava com funcionários de plantão na manhã de ontem e confirmou a expectativa pela recepção do combustível. “Porém, até o meio da manhã (ontem), a pressão dos dutos seguia inalterada”. O presidente da MT Gás conta que no feriado de aniversário de Cuiabá, comemorado na última sexta-feira, recebeu um fax da Bolívia confirmando a autorização do envio pela Agência Regulatória de Hidrocarbonetos, última etapa do processo para a retomada do transporte do gás natural. “Abriram ontem pela manhã as válvulas e em questão de algumas horas teremos o gás aqui no Distrito Industrial, pronto para ser distribuído”. No Estado o produto é utilizado como combustível veicular (GNV) e industrial. Esse contrato de transporte de gás firmado na última terça-feira, dia 6, prevê a entrega de 1,5 milhão de metros cúbicos, volume que, segundo Helny, será suficiente para atender o mercado estadual por até sete meses. “Hoje (ontem) receberemos 1 milhão de metros cúbicos e amanhã (hoje), o restante”. TRÂMITE - No último dia 6, o presidente-executivo da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Carlos Villegas, assinou o contrato de renovação para o transporte do gás natural até Cuiabá. Este era o penúltimo passo até que o mercado local fosse reabastecido, ficando a última etapa para a Agência Regulatória. Por falta de contrato de transporte, e, portanto, sem despachos para Mato Grosso, os dutos ficaram sem pressão e o GNV não pôde mais ser extraído. Desde o dia 1° o combustível estava em falta, conforme noticiado com exclusividade pelo Diário. Mesmo com contrato de compra e venda de gás natural firmado e em vigência entre o Estado e o governo boliviano, é necessário também outro contrato permitindo o transporte do combustível até Cuiabá. E nas duas pontas deste acordo estão a Pantanal Energia – que detém um ‘braço’ distribuidor do gás (GasOcidente em solo brasileiro e GasOriente em território boliviano) e a YPFB. O contrato de compra e venda do produto entre governo local e vizinho foi assinado no ano passado e vale por dez anos. CRISE – Mesmo sob a expectativa da chegada de uma nova remessa de gás natural neste final de semana a Cuiabá, Jamal frisa que nada muda em relação à GNC. “Nossa reunião está mantida para esta semana”. A GNC acumula prejuízos acima de R$ 7 milhões desde que começou a operar a entrega do gás, há cerca de seis anos. Na semana passada, o Diário mostrou que em função da crise do gás no Estado a GNC está reavaliando a possibilidade de continuar ou não com a operação do City Gate, no Distrito Industrial de Cuiabá. A empresa tem concessão com a MT Gás por um período de 20 anos. O contrato foi firmado com garantia de entrega mínima de 50 mil metros cúbicos (m³/dia) em 2009, 55 mil m³ em 2010 e, 60 mil m³, em 2011, mas as entregas estavam irregulares e acabaram culminando na paralisação do fornecimento.

Edição EDIÇÃO 16960




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL