A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) segue para Copenhague (Dinamarca), integrando a comitiva oficial do governo de Mato Grosso para participar da Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 15) que começou no último dia 7. Os representantes da pecuária mato-grossense levam na bagagem um levantamento que mostra que a produção de gado apresenta resultados palpáveis de que está preservando o meio ambiente. De 1996 a 2008, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o rebanho de Mato Grosso cresceu 66%, saindo de 15.573.095 milhões de cabeças bovinas para 25.933.204 milhões. Toda essa evolução do rebanho refletiu apenas em 18% no aumento da área total de pastagem que em 1996 era de 21.741.532 milhões de hectares para 25.778.796 milhões em 2008, segundo levantamento feito pela empresa SSBR (Synoptika Solutions Brasil). A taxa de lotação (cabeça/hectare) aumentou 38%, passando de 0,78 para 1,01 cabeça por hectare. Os ganhos em produtividade da pecuária evitaram o desmatamento de 6,62 milhões de hectares. Mato Grosso é campeão em produtividade não só pecuária, pois temos o maior rebanho do país, mas também na agricultura, e mesmo assim 64% do território de Mato Grosso estão preservados com área de remanescente florestal, unidades de conservação e terra indígena, frisa o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari.