ECONOMIA
Sexta-feira, 13 de Julho de 2012, 20h:56
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ÓLEO DIESEL
3ª alta seguida ao litro
Em um intervalo inferior a um mês, Petrobras anuncia novo reajuste ao combustível, o 2° que chegará à bomba
MARIANNA PERES
Da Editoria
O preço do litro do óleo diesel estará mais caro a partir da próxima segunda-feira, dia 16, em todo país. A Petrobras elevou em 6% o preço nas refinarias e a expectativa é que, em Mato Grosso, o valor fique acima de R$ 2,37, considerando a cotação média atual nas bombas, R$ 2,29, mais o reajuste aplicado pelas distribuidoras. A alta é a terceira aplicada em menos de um mês e a segunda que chegará às bombas. A estatal estima que a alta, represente elevação de 4% no preço final dos combustíveis, podendo ficar ainda maior em Mato Grosso, já que o preço final estará contabilizando os custos das distribuidoras com o frete. Nesta semana, o preço médio do litro no Estado aferido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ficou em R$ 2,29, o terceiro mais caro do Brasil, atrás apenas do observado no Acre (R$ 2,59) e em Roraima (R$ 2,35). O cálculo dos R$ 2,37 considera o valor médio ANP para o Estado mais o aumento de 4%. Em Alta Floresta (800 quilômetros ao norte de Cuiabá), por exemplo, - um das oito cidades monitoradas pela ANP a alta poderá acrescentar R$ 0,10 sobre o valor médio local, em R$ 2,55, atualmente o mais caro no Estado. Conforme nota da Petrobras à imprensa, o reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da Companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo. Mesmo o preço do barril do petróleo registrando queda, a defasagem em relação aos preços internacionais gira em torno de 17% para o diesel e 14% para a gasolina, isto já considerando os aumentos anunciados agora pela estatal. O diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Junior, explica que ainda não é possível estimar o quanto esta majoração vai afetar o bolso do consumidor. Somente após os postos conhecerem os valores praticados pelas distribuidoras é que se poderá avaliar o impacto nas bombas, afirma Soares. Ele lembra que, o aumento no preço do diesel gera elevação no preço do frete e, consequentemente, eleva o valor dos produtos finais, inclusive o do óleo diesel. Em Mato Grosso, cerca de 70% do diesel consumido é demandado pelo campo e as novas margens deverão majorar o custo de produção da nova safra, a temporada 2012/13, que começa com o plantio de soja, a partir da segunda quinzena de setembro. FECOMBUSTÍVEIS A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis de Lubrificantes (Fecombustíveis) divulgou ontem, que até a manhã de sexta-feira, as outras distribuidoras não haviam divulgado o percentual de reajuste. Como explica a Federação, a alta de 6% para o diesel nas refinarias incrementaria o preço de custo para os postos em 4% nos estados que adotam tributação com base no PMPF (Preço Médio Ponderado a Consumidor Final), como é o caso de Mato Grosso, e em 5% naqueles que utilizam o regime MVA (Margem de Valor Agregado), Bahia e São Paulo. Importante frisar que o reajuste real nas bombas dependerá da alta repassada pelas distribuidoras, de quem, por lei, os postos estão obrigados a comprar todo combustível comercializado, frisa trecho da nota emitida pela entidade. REAJUSTES - Como lembra o Sindipetróleo, a alta anunciada na última quinta-feira, é a terceira realizada no preço do diesel pela Companhia entre junho e julho. Em 22 de junho, a estatal anunciou o aumento do preço da gasolina, de 7,83%, e do diesel, de 3,94%, a partir de 25 de junho. Mas ao mesmo tempo, o Ministério da Fazenda, anunciou a isenção na comercialização destes combustíveis da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), o que evitou o repasse ao consumidor. Mas outro reajuste impactou o preço final do óleo diesel: o realizado no início do mês no preço do biodiesel, que compõe na proporção de 5% o litro do combustível fóssil. A alta foi em decorrência dos maiores valores praticados para o biodiesel no 26º leilão do produto. Com isto, o reajuste no preço de custo do diesel já havia chegado a R$ 0,05 em diversas regiões brasileiras. (Com assessoria Sindipetróleo)