Divulgação
O vereador Marco Paccola, que, na Câmara, empunha a bandeira bolsonarista do armamento civil
Na denúncia encaminhada à Justiça, na quinta-feira (28), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso afirma que o vereador Marco Paccola (Republicanos) mirou “dividendos políticos” ao matar, com três tiros pelas costas, o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, que tinha 41 anos.
Os promotores de Justiça Samuel Frungilo, Marcelle Rodriges da Costa e Faria, Antonio Sérgio Cordeiro Piedade e Vinícius Gahyva Martins argumentaram ainda que o agressor agiu por torpe motivação.
Leia também:
MPMT denuncia vereador Paccola por homicídio qualificado
"No afã de projetar sua imagem como sendo de alguém que elimina a vida de supostos malfeitores e revela coragem e destemor no combate a supostos agressores de mulheres”, diz o documento.
Destacaram, também que, após a prática homicida, Paccola veiculou mídias sobre seu suposto ato de heroísmo, além de discursar, na Câmara Municipal, exaltando seu feito e desprestigiando a figura da vítima.
Os promotores, que integram o Núcleo de Defesa da Vida, relatam, ainda na denúncia, que as análises do laudo pericial e dos depoimentos de testemunhas, confrontados às imagens de câmeras existentes no local, demonstram que “em nenhum momento, a vítima agrediu ou ofendeu quem quer que lá estivesse”.
Paccola matou Miyagawa na noite do dia 1º deste mês, perto do Restaurante Choppão, no bairro Quilombo.




