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Sábado, 25 de Setembro de 2010, 13h:02
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FEDERAÇÃO ESPÍRITA
Com relação ao amor, isso significa: o amor é uma força que produz amor
O MAIOR MANDAMENTO José Argemiro Mas os fariseus, quando viram que Jesus tinha feito calar a boca aos saduceus, se ajuntaram em conselho. E um deles, que era doutor da lei, tentando-o, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contem toda a lei e os profetas (Mateus, XII: 34-40) Jesus resume toda a lei e os profetas no amor, amar a Deus e ao próximo. No livro Depois da Morte, Leon Denis afirma: O amor é a celeste atração das almas e dos mundos, a potência divina que liga os Universos, governa-os e fecunda; o amor é o olhar de Deus! O amor é o sentimento superior em que se fundem e se harmonizam todas as qualidades do coração, é o coroamento das virtudes humanas, da doçura, da caridade, da bondade; é a manifestação na alma de uma força que nos eleva acima da matéria, até alturas divinas, unindo todos os seres e despertando em nós a felicidade íntima, que se afasta extraordinariamente de todas as volúpias terrestres... Qual o caminho a seguir para desenvolver o amor em nós? Amar não é uma espécie de dom, ou de graça dada por Deus. Amar é uma arte, e, como todas as artes precisa ser aprendido, cultivado, aperfeiçoado. Alguns tem maior capacidade para amar do que outros; isto se explica pelo progresso já realizado anteriormente. Cada um está num determinado grau da escada evolutiva. Quem evoluiu mais, já desenvolveu mais sua sensibilidade, o entendimento das leis divinas, e já ampliou sua capacidade de amar. Outros estão mais atrasados na estrada do progresso espiritual. Erich Fromm, no livro A Arte de Amar, afirma: O amor é uma atividade, e não um afeto passivo. De modo geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar, e não em receber. Que é dar? Embora pareça simples a resposta a esta pergunta, ela em verdade é cheia de ambigüidades e complexidades. O equivoco mais vastamente espalhado é o que entende que dar é Abandonar alguma coisa, ser privado de algo, sacrificar. A pessoa cujo caráter não se desenvolveu além da etapa da orientação receptiva, explorativa, ou amealhadora, experimenta o ato de dar dessa maneira.O caráter mercantil deseja dar, mas só em troca de receber, dar sem receber, para ele, é ser defraudado. Sentem que dar é um empobrecimento. A maioria dos indivíduos deste tipo, portanto, recusa dar. Alguns fazem do ato de dar uma virtude, no sentido de sacrifício. Acham que por ser doloroso dar, deve-se dar. A virtude de dar para eles, reside no próprio ato de aceitação do sacrifício. Para o caráter produtivo, dar tem um sentido inteiramente diverso. Dar é a mais alta expressão da potência. No próprio ato de dar ponho a prova minha força, minha riqueza, meu poder. Essa experiência de elevada vitalidade e potência enche-me de alegria. Provo-me como superabundante, pródigo,cheio de vida e, portanto, como alegre. Dar é mais alegre do que receber, não por ser uma privação, mas porque no ato de dar, encontra-se a expressão da minha vitalidade. Na esfera das coisas materiais, dar significa ser rico. Não é rico quem muito tem mas quem muitodáO avaro que ansiosamente receia perder alguma coisa é, psicologicamente falando, o homem pobre, não importa quanto possua. A mais importante esfera de dar, entretanto, não é a das coisas materiais, mas está no reino especificamente humano. Que dá uma pessoa a outra?Dá de si mesma, do que tem de mais precioso, dá de sua vida. Isto não quer necessariamente dizer que sacrifique sua vida por outrem, mas que lhe dê daquilo que em si tem de vivo, dê-lhe de sua alegria, de seu interesse, de sua compreensão, de seu conhecimento, de seu humor, de sua tristeza de todas as expressões e manifestações daquilo que vive em si.Não dá a fim de receber, dar é, em si mesmo, requintada alegria. Ao dar não pode deixar de levar alguma coisa à vida da outra pessoa, e isso que é levado à vida da outra pessoa reflete-se de volta no doador. Ao dar, verdadeiramente, não pode deixar de receber o que lhe é dado de retorno. Com relação ao amor, isso significa: o amor é uma força que produz amor. O mestre é ensinado pelos seus alunos, o ator é estimulado por sua audiência, o psicanalista é curado por seu cliente contanto que não se tratem uns aos outros como objetos, mas se relacionem uns com os outros genuína e produtivamente Fonte: Verdade e Luz, edição nº 260, Setembro de 2007 Federação Espírita do Estado de Mato Grosso