Moradores de Várzea Grande cobraram ontem na Câmara medidas para reduzir os altos índices de violência e a falta de investimentos na segurança pública no município. De acordo com o presidente do Conselho de Segurança do Cristo Rei, Danilo Moraes, o governo precisa olhar para Várzea Grande como município e não como quintal de Cuiabá. A afirmativa do presidente se dá pela falta de investimento na área da segurança, uma vez que metade do efetivo policial da cidade acabou sendo transferindo para a capital. Ele diz ainda que a falta de estrutura dificulta o trabalho. Segundo Moraes, o crescimento da cidade não refletiu na estrutura de segurança. "O efetivo não dá conta", disse ele, citando o bairro São Matheus, que atualmente apresenta altos índices de violência. O Comando Regional II da Polícia Militar que atua em Várzea Grande, também é responsável pela segurança em Poconé, Livramento, Rosário Oeste, Acorizal, Nobres, Jangada e Bauxi. O comandante do Comando, coronel Jorge Paredes, também esteve na audiência e confirmou a deficiência no efetivo, que conta com 450 homens - o ideal seria 1.200. Apesar disso, o comandante acredita que o trabalho realizado pela PM é satisfatório e afirma que o problema no município é outro, como a falta de estrutura urbana. "A falta de infra-estrutura nos bairros dificulta a ação da PM", disse. Os moradores ainda cobraram a construção de um IML e da instalação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos.