A malária incidente no Brasil é causada por duas espécies de parasitas, o vivax, responsável por 80% dos casos registrados no país, e o falciparum, causador da forma mais grave da doença. Para cada tipo de malária há medicamentos ou associações de medicamentos específicos, em dosagens adequadas à situação de cada paciente, fornecidos pelo SUS. A contaminação é feita através da picada da fêmea do mosquito Anopheles albitarsis, facilmente encontrado na floresta amazônica. Ele é o vetor para o parasita, cuja ação atinge somente o organismo humano. Os principais sintomas da malária são febre, calafrios e mal-estar por aproximadamente 10 dias. Médicos recomendam que as pessoas infectadas mantenham repouso durante pelo menos cinco dias. Devem também se alimentar de forma adequada, com reforço na ingestão de ferro e vitaminas. O mais importante no tratamento da malária é não deixar de tomar os medicamentos indicados até o fim, mesmo quando os sintomas já desapareceram. Isso garante a cura do paciente, ao mesmo tempo em que interrompe o ciclo de transmissão da doença. As recomendações valem para quem vive em regiões endêmicas e, também, para quem esteve de passagem por elas. O período de incubação da doença pode chegar a 40 dias e, se nesse período a pessoa sentir febre, deve procurar assistência de saúde. Crianças e idosos costumam apresentar sistema imunológico mais fraco e, por isso, são vulneráveis à forma mais agressiva da doença, capaz de trazer complicações. As mulheres grávidas correm o risco de sofrer aborto ou parto prematuro em conseqüência da malária. Não há maneira de prevenção da malária, a não ser evitar a picada do mosquito, que ataca principalmente ao amanhecer e ao anoitecer. Por isso, a indicação dos profissionais de saúde é cobrir o corpo ou usar repelentes quando estiver em áreas endêmicas para evitar a contaminação.