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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012, 21h:05

SAÚDE

Um perigoso descuido

Menos da metade do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe em Mato Grosso procurou os postos; média piora em Cuiabá

ALECY ALVES
Da Reportagem
Na última semana da campanha de vacinação contra a gripe em Mato Grosso, menos da metade do público-alvo procurou os postos de vacinação. Estão neste grupo os idosos (60 anos ou mais), crianças entre 6 meses e 2 anos, gestantes, indígenas e profissionais da saúde. Até o final da tarde de ontem, 16 dias após o início da campanha, 180.138 mato-grossenses haviam recebido a dose. Esse número representa 42,37% da meta estabelecida, de 425.216 pessoas. Os idosos foram os que mais buscaram a vacina. Dos 239.626 previstos, 111.528, ou 46,54%, estão imunizados por mais um ano. Cuiabá, onde a programação é vacinar pouco mais de 145 mil, está abaixo da média estadual. Aqui, conforme dados do Ministério da Saúde, somente 34,04% dos que estão sendo convocados compareceram às unidades de saúde. Das 14.030 crianças cuiabanas que deveriam ser levadas aos postos, apenas 5.300 haviam tomado a vacina, segundo os registros “vacinômetro” on line instalado na página do Ministério da Saúde (pni.datasu.gov.br). Em Várzea Grande, a segunda maior cidade mato-grossense, os índices são piores. Lá, onde a previsão é imunizar 30.958, somente 9.519, ou 30,7%, pessoas foram vacinadas até ontem. Os municípios com os maiores índices são Ribeirãozinho e Planalto da Serra, com 89,49% e 89,32%, respectivamente. Na capital já foram registrados 3 casos de gripe H1N1. A gerente de Vigilância em Doenças e Agravos Endêmicos na Secretaria Estadual de Saúde (SES), Valéria Cristina da Silva, disse que está dentro do numero esperado. Ela observa que o vírus transmissor da doença está circulando em todo o país, lembrando que no período de chuvas e de mudança de temperatura aumentam as ocorrências de casos de gripe. Valéria Cristina alerta que a melhor forma de prevenção é a vacina, além de hábitos de higiene, como lavar as mãos e manter os ambientes onde mora, estuda ou trabalha sempre arejados. A vacina, em dose injetável, oferecida gratuitamente, diminui o risco de outras doenças respiratórias agudas, como pneumonia, reduzindo assim os riscos de internação e até de morte, segundo a gerente. Ela ainda assegura que a vacina não provoca gripe. Quando isso acontece é porque a pessoa já estava contaminada pelo vírus quando recebeu a dose, não havendo tempo suficiente para o produto torná-la imune. Também não causaria reações colaterais, mas podem ocorrer sintomas alérgicos leves e que desaparecem entre 24 e 48 horas. A vacina segue disponível nos postos somente até a próxima sexta-feira, 25.

Edição EDIÇÃO 16962




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