Ministério da Educação publicou ontem decreto autorizando a criação do curso de Medicina em dois campi do interior
O Ministério da Educação autorizou ontem a instalação do curso de Medicina em dois campi da UFMT no interior de Mato Grosso. Serão 60 vagas em Sinop e 40 em Rondonópolis. Até então só o campus de Cuiabá oferecia o curso. A criação faz parte de uma política do governo federal de aumentar o número de cursos de Medicina no país. Mato Grosso é um dos estados brasileiros com a menor taxa de profissionais por habitante. Estudo do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea) do ano passado mostrava que há 2,3 médicos do SUS para cada grupo de mil habitantes no Estado. A média nacional é de 3,1. O ministro da Educação Aloízio Mercadante anunciou a abertura de 2.415 vagas a partir do segundo semestre deste ano. A expansão contempla todas as regiões. Porém, o Norte e o Nordeste serão priorizados com 1.365 vagas. Em universidades públicas federais, a medida prevê a abertura de 1.615 vagas, sendo 1.040 em 18 novos cursos em 12 estados. Recentemente criadas, as universidades federais do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), do Sul da Bahia (UFSBA) e do Oeste da Bahia (Ufoba) vão ofertar 220 vagas. Os cursos já existentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão 355 vagas. Neste grupo está incluída a UFMT. Outras 800 vagas serão abertas em nove instituições particulares. Até o final de 2013 todos os cursos já devem estar implantados, garantiu Mercadante. O ministro também afirmou que a abertura de novas vagas seguiu critérios específicos, como a disponibilidade de uma rede hospitalar que possa acompanhar a formação do médico, além do chamado índice de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), que deve ser de cinco para cada profissional em formação. Em entrevista ao Diário à noite, a reitora da UFMT comemorou a publicação do decreto, mas tratou de não estabelecer prazos para a implantação. Nós temos alguma estrutura nestes campi. Mas precisamos construir novas salas, laboratório, biblioteca, contratar servidores..., explicou a reitora. O prazo de instalação ainda depende de conversas com o Ministério da Educação. O anúncio repercutiu no Palácio Paiaguás, sede do governo do Estado. Há algum tempo que eu batalho para que esse curso venha para essas duas instituições. Já me reuni várias vezes com o ministro Mercadante e a bancada federal lá em Brasília. E agora nós conseguimos trazer o curso, disse o governador Silval Barbosa. Para apoiar a expansão das vagas serão contratados 1.618 professores e 868 técnicos administrativos.