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CIDADES
Quinta-feira, 02 de Junho de 2011, 21h:13

CONSTRUÇÃO CIVIL

Trabalhadores conseguem reajuste

ALECY ALVES
Da Reportagem
Os trabalhadores da construção civil de Mato Grosso contam com novos pisos salariais. Os percentuais de reajuste foram definidos ontem, mas terão validade retroativa a 1º de maio, data-base da categoria. O acordo foi assinado no início da tarde, depois de mais de cinco horas ininterruptas de negociações entre representantes dos sindicatos patronal e laboral da Capital e do interior do Estado. Para aqueles que ganham o piso e trabalham nos canteiros de obras o reajuste será maior, de 16%. Quem tem salário superior ou trabalha no setor administrativo receberá 8% de aumento. Na construção civil há oito categorias de trabalhadores e o mesmo número de pisos nos canteiros de obras. São almoxarife, apontador, encanador, encarregado, meio-oficial, servente, vigia, além do armador, carpinteiro, eletricista, pedreiro e pintor reunidos em um único piso. Com esse reajuste, o piso do almoxarife, que era de R$ 772,20, por exemplo, passará a R$ 895,75. Além de correção dos salários, os trabalhadores reivindicavam cesta-básica e café da manhã, mas não foram plenamente atendidos. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (STI), Joaquim Santana, explicou que a oferta não se tornou obrigatória, como queria a categoria. Pelo acordo firmado, as empresas poderão fornecer, mas sem a obrigatoriedade. Conforme Santana, a entidade patronal utilizou o argumento de que a garantia dessas cláusulas poderia gerar disparidade de tratamento do trabalhador entre as pequenas e grandes empresas. Nem todas, disse, poderiam assegurar esse atendimento. O sindicalista lembrou que uma portaria do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) autoriza as empresas a utilizar até 5% de sua renda bruta em alimentação com seus empregados e descontar esse percentual no imposto de renda devido. Conforme Joaquim Santana, em Mato Grosso, cerca de 20 mil trabalhadores estão empregados no setor da construção civil. E das mais de 1 mil empresas do ramo, cerca de 20% oferecem café da manhã no canteiro de obras e cesta-básica mensal. Para o vice-presidente de Relações Trabalhistas, Cláudio Cleber Ottoiano, não se pode dizer que as negociações de ontem foram tranquilas, mas objetivas. Ao final, disse, os trabalhadores entenderam que o setor empresarial atingiu seu limite com os percentuais acordados.

Edição EDIÇÃO 16965




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