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CIDADES
Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011, 21h:34

CORRESPONDÊNCIA

Total de 150 mil cartas pode não ser entregue

Funcionários dos Correios param. Na região prejuízo seria de 100 mil

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A entrega de correspondências começa a ser prejudicada em Mato Grosso. Desde ontem, funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estão em greve por tempo indeterminado reivindicando reajuste salarial, melhores condições de trabalho e mais segurança nas agências. No Estado, é feita a entrega de 150 mil correspondências por dia, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Estado (Sintect), Francisco da Silva Adão. Do total, 100 mil só na Grande Cuiabá. O serviço ainda não está totalmente comprometido, pois ontem, primeiro dia da paralisação, cerca de 20% dos trabalhadores haviam aderido ao movimento grevista. “Estamos mobilizados para conseguir a adesão de todos os trabalhadores”, disse. A categoria pede reajuste salarial de 7,12% em cima dos atuais R$ 809, realinhamento salarial de R$ 400, vale alimentação de R$ 30. Porém, a empresa estatal oferece aumento de R$ 50 a partir de janeiro do ano que vem e reajuste de 6,87%. No Estado, conforme Francisco Adão, uma das bandeiras principais de reivindicação é a entrega de correspondência durante o período o matutino. “Hoje, a entrega só é feita no período da tarde. Pela manhã, são realizados os serviços internos. Mas o sol e o calor tornam o trabalho árduo. A empresa alega que não tem como fazer a mudança devido a questões de logísticas, mas, na verdade não está preocupada com a saúde do trabalhador”, criticou. Segundo Francisco Adão, casos de desmaios, indisposição, sangramento nas narinas e até mesmo câncer de pele são comuns entre os profissionais. Portanto, eles pedem que sejam cumpridas leis municipais que determinam que os carteiros trabalhem apenas no período da manhã, excluindo o serviço à tarde, quando o calor é maior. Essas leis foram aprovadas em cidades como Cuiabá e Rondonópolis, a 210 quilômetros ao sul. No Estado, os Correios contam com 1.400 funcionários, sendo 650 carteiros. Eles também cobram a contratação de 21 mil trabalhadores em todo o país. Ainda não há nenhuma reunião marcada entre sindicalistas e os Correios, de acordo com a entidade. Em nota, os Correios informou que são “oferecidas as condições para o fechamento do acordo coletivo de trabalho”. Além disso, afirma que a empresa trabalha para normalizar a situação o quanto antes e que adota medidas que garantam o atendimento, como contratação de recursos e realocação de pessoal, horas-extras e trabalho nos finais de semana. ALERTA – Em virtude da greve dos carteiros, a Federação Brasileira dos Bancos recomenda um procedimento para evitar eventuais transtornos com a não-entrega de boletos bancários: identificar os pagamentos recorrentes mensais ou eventuais que poderão incidir durante a paralisação. Assim, os clientes devem procurar as agências das concessionárias ou empresas emissoras de boletos para solicitar a segunda via e efetuar o pagamento.

Edição EDIÇÃO 16964




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