A boate GLS Zumzum tornou-se um território livre para casais gays, lésbicas e simpatizantes ontem à tarde durante a partida de futebol das seleções do Brasil e Japão. Sem temer olhares de reprovação, os casais puderam trocar carícias enquanto a bola rolava em campo. E comemorar os gols do Brasil com beijo na boca. Aqui podemos fazer o que é inaceitável nas ruas, praças e bares abertos, como ficar de mãos dadas diz o assistente administrativo Rodrigo Lizotti, 23 anos. Lizotti, que nos finais se apresenta como drag-queen em boates, conta que ao jogo passado - da seleção do Brasil com a Austrália - assistiu em casa de amigos e mesmo assim não se sentiu tão a vontade como na boate. Ele estava na companhia do companheiro com quem vive há alguns anos. O diretor-proprietário da Zumzum, Menotti Griggi, diz que decidiu abrir a boate para o jogo de ontem porque sabe que muitos gays se sentem constrangidos em bares comuns, especialmente quando estão com o parceiro. E pelo número de pessoas reunidas - cerca de 100 -, Menotti acredita que a idéia teve a aprovação do público GLS. (AA)