Magistrado da comarca havia sido transferido para Cotriguaçu
RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
A presidência do Tribunal de Justiça (TJ) determinou o afastamento do juiz Fernando Márcio Marques de Sales, da comarca de Paranatinga e que fora transferido recentemente para Cotriguaçu. O motivo do afastamento cautelar é uma investigação atualmente em curso que apura acusações de abuso sexual supostamente praticado pelo juiz contra crianças e adolescentes em Paranatinga (373 Km de Cuiabá). O afastamento já havia sido pedido pela Ordem dos Advogados do Brasil. As queixas contra Fernando Márcio Marques de Sales foram feitas à Polícia Federal pelas supostas vítimas no início do mês e repassadas ao Ministério Público (MP), que em seguida remeteu o caso para ser investigado pelo TJ. Após a investigação, o caso é novamente remetido ao MP caso caiba alguma denúncia. A investigação já está sendo feita pela Corregedoria do TJ, que recebeu representação contra Sales e tem prazo de até 15 dias para concluir a investigação que corre em segredo. Tanto que a Polícia Federal, que colheu os depoimentos das supostas vítimas em Paranatinga, não confirmou nada até agora de tudo o que já foi divulgado sobre os supostos abusos. Depoimentos tomados pela polícia apontam que Sales pagava ou oferecia presentes para manter contato íntimo com meninas carentes da cidade de até 8 anos de idade, sendo que duas delas conseguiam aliciar outras meninas para se encontrarem com o juiz, inclusive na casa dele. O Conselho Tutelar de Paranatinga também se nega a prestar qualquer informação. A Associação dos Magistrados de Mato Grosso (Amam) adiantou que dará todas as condições para que Sales se explique e se defenda no caso, visto que as acusações são graves, como explicou o presidente Walter Pereira. Ele diz que não se lembra de qualquer outro caso em que magistrados tenham sido alvo de queixas semelhantes. (Com assessoria)