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CIDADES
Segunda-feira, 25 de Junho de 2007, 20h:26

VÁRZEA GRANDE

Tênis Clube impedido de realizar eventos

O estabelecimento tem problemas estruturais em seus salões de festas diagnosticados e apontados pelo MPE desde 2006, mas ainda não-resolvidos

KEITY ROMA
Da Reportagem
O Tênis Clube de Várzea Grande está impedido judicialmente de realizar eventos dentro dos salões de festas do estabelecimento. A falta de segurança nas unidades é apontada pelo Ministério Público Estadual como um fator de risco para o público que freqüenta o local. No Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o MPE em 2006 foi estabelecido um prazo até março daquele ano para a adequação às exigências, mas ainda hoje, mais de um ano depois, há pontos que não foram atendidos. Entre as principais irregularidades constam instalações elétricas precárias, a inexistência de um projeto de prevenção contra incêndio e pânico e a insuficiência de saídas de emergência. A situação levou a juíza da 4ª Vara Cível, Anglisey Solivam, a determinar mês passado a suspensão das festas no espaço até a apresentação do cronograma de execução das obras e adequação do prédio e do salão de festas às exigências do Corpo de Bombeiros, a pedido do MPE. A magistrada estabeleceu novamente o prazo de 15 dias para a implementação das mudanças, a contar do dia 22 de junho. “É humanamente impossível”, lamentou o presidente do clube, Altair Lacerda. Ele afirmou que a falta de recursos financeiros é o que está impedindo o cumprimento das determinações. O diretor apontou que para funcionar atendendo às normas, seria necessário terminar a construção de um novo salão sobre a sede, que foi iniciada há sete anos, fazer pequenas alterações no corre-mão de algumas escadarias e o mais importante, aumentar o tamanho das saídas de emergência. A obra para expandir as portas já está sendo viabilizada, mas as demais, Lacerda apontou que não sabe se até o final do ano será possível efetivá-las. Para manter o espaço funcionando e tentar viabilizar as reformas, o diretor afirmou que continua promovendo festas no lado externo e alugando o pátio. Quando isso acontece, ele informa o MPE com antecedência e pede a vistoria do Corpo de Bombeiros, mesmo com algumas irregularidades. O salão de festa superior teve de ser desativado, pois é o mais problemático. Com capacidade para 1.200 pessoas, há apenas uma escadaria pequena para sair do local caso aconteça alguma coisa. O salão de festas do piso inferior comporta um público menor, apenas 300 pessoas. Contudo, passa pelo mesmo problema. Há apenas uma porta especial para sair do ambiente se algo acontecer, mas ela também é pequena demais e fica desnivelado com o piso, para passar por ela é preciso subir por uma escada adaptada. Para Lacerda os problemas devem ser solucionados, mas não são considerados tão graves a ponto de embargar o Tênis Clube de Várzea Grande. “Como é que a gente vai fazer as obras se não entrar dinheiro?”, questionou. Segundo ele, hoje o custo do clube gira em torno de R$ 35 mil, enquanto a arrecadação dos associados chega a no máximo R$ 25 mil, em meses que todos os titulares, aproximadamente 500, pagam. Lacerda disse que desde 2006 algumas mudanças vêm sendo feitas. “Já instalamos até um outro portão de saída, que ficou em torno de R$ 6 mil, conforme havíamos prometido. A diretoria está preocupada em manter o espaço funcionando”, declarou.

Edição EDIÇÃO 16964




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