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CIDADES
Quinta-feira, 21 de Junho de 2007, 21h:03

QUADRANTE

Telefones fornecidos não atendem

Os telefones fornecidos pelos organizadores do projeto Quadrante, criado para o combate a incêndios no perímetro urbano da Capital, não estão atendendo a contento as chamadas de usuários. No 193, número do Centro de Informação e Operação de Segurança Pública (Ciosp) para chamar o Corpo de Bombeiros, é informado a quem quer denunciar que o número não atende a esse tipo de serviço. Lá, os atendentes encaminham ao número da prefeitura, o Disk Denúncia da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o 3051-9110. A atendente municipal, por sua vez, também informa que o registro de denúncias de queimadas não é ali, mas no 193, número dos bombeiros. Assim, não é possível registrar a queixa, experiência vivida pela reportagem do Diário ontem à tarde. “A gente pode pegar o endereço, mas vamos repassar ao Ciosp, porque eles é que atenderão à chamada”, informou à reportagem a moça que atendeu no Disk Denúncia. O autor e coordenador do Quadrante, Marcos Borges Lenza, confirmou que o número adequado para a denúncia de incêndio urbano é o 193. Ele atribuiu à falta de informação de alguns servidores do Ciosp sobre o início do projeto o desencontro de informações. “Eles trabalham em regime de plantão. Provavelmente, hoje, na troca, as pessoas ainda não estivessem sabendo. Mas o número para denunciar é o 193”, reafirmou. Conforme Lenza, o Disk Denúncias da Smades é para todos os tipos de reclamações existentes. Assim, quanto às queimadas, os atendentes apenas devem orientar aos reclamantes ligar para os bombeiros. “O atendente vai informar ao pessoal da fiscalização sobre o fogo, mas não pode perder tempo registrando endereço. Por isso, é melhor que a pessoa ligue direto para o Ciosp”, completou. Quanto ao nível de informação dos servidores do Ciosp sobre o início do Quadrante, o major Abadio Cunha, coordenador da Defesa Civil e representante do Estado no projeto, informou que o comunicado e a formação dos bombeiros foi gradativa, mas os militares não pararam suas atividades de rotina exclusivamente para o projeto. “Hoje (ontem), o que deve ter ocorrido é que, com a troca de plantão, alguém ainda estivesse desinformado”, justificou.

Edição EDIÇÃO 16968




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