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CIDADES
Terça-feira, 07 de Julho de 2015, 20h:05

MAIS UM

Servidores do INSS entram em greve

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Por “melhorias na qualidade de trabalho e valorização da profissão”, servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) entraram em greve por tempo indeterminado. Na manhã de ontem, eles protestaram em frente ao prédio do órgão, na Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá, e afirmaram que a paralisação é por tempo indeterminado. O movimento acontece em âmbito nacional, e conforme o Comando Estadual de Greve, as reivindicações estão sendo debatidas há anos, mas sem um acordo que agradasse os dois lados. “É um movimento nacional e há mais de cinco anos a gente tenta negociar as pautas, mas não há um canal de comunicação com o governo”, afirmou Patrick Barbosa da silva, membro do comando. O servidor disse ainda que 70% das unidades do INSS em Mato Grosso aderiram ao movimento organizado pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). Caso todas as unidades de Mato Grosso entendam a necessidade de aderir ao movimento grevista, cerca de 700 servidores vão paralisar as atividades do órgão. “Queremos mudanças que vão desde a atualização no quadro de funcionários, até estrutura de trabalho, além da valorização da profissão. Queremos que os servidores passem por treinamentos específicos para melhor atender à população”, disse. No meio das reivindicações, destaca-se o fim do assédio moral. Ao Diário, Patrick disse que os trabalhadores sofrem com esse tipo de ação todos os dias e com o movimento grevista, a situação tende a piorar. “Isso acontece diante das metas absurdas que são impostas, por exemplo, o Seguro Defeso, dado aos pescadores, o decreto muda a ação e nos temos que realizar os serviços; só nesse assunto terão seis mil ações, não tem condição, fica um fluxo gigante”, disse. Segundo ele, o que já estava complicado em termos de atendimento, só piora com a quantidade de novas mudanças – e a defasagem no quadro de efetivo contribui para o recebimento de novas metas, que não são atingidas. “Diante dessa situação, somos assediados diariamente”. Dentre outras reivindicações, estão o reajuste da remuneração de acordo com a inflação, incorporação de gratificação, plano de cargos e carreira, 30 horas de trabalho, concurso para repor o quadro de efetivos e o fim das terceirizações no setor. Atualmente, Mato Grosso conta com 32 unidades do INSS e, conforme o sindicato dos trabalhadores, estima-se que 27 delas já aderiram o movimento. “O trabalho agora é reforçar as reivindicações e aguardar o governo se manifestar e abrir um diálogo com a categoria. Nesse período vamos convencer toda a categoria a participar da luta”, disse.

Edição EDIÇÃO 16964




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