Ao contrário do esperado, categoria rechaçou propostas da UFMT ao pleito
DHIEGO MAIA
Da Reportagem
A greve dos servidores do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) completa hoje 10 dias e promete ficar mais forte com a adesão dos funcionários do setor administrativo da unidade hospitalar. A categoria passou toda a tarde de ontem analisando a contraproposta encaminhada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), responsável pela administração do hospital. Para a categoria, a proposta patronal não atende na prática a nenhuma reivindicação. Segundo a representante do Sindicato dos Trabalhadores da UFMT (SINTUF), Ana Bernadete de Almeida, a Universidade insiste em contratar uma auditoria externa para analisar a viabilidade da redução da jornada de trabalho das atuais 40 horas dos setores com atividade ininterrupta para 30h. Almeida entende que a medida seria mais um gasto desnecessário. Acho que não precisa gastar dinheiro público para isso. Nós já provamos que a redução é possível em nosso estudo, apontou. A servidora ainda disse que uma visita técnica dos representantes do Ministério da Educação (MEC) ocorrida recentemente auditou todos os setores do hospital, o que acabou proporcionando aumento do número de plantões. Semana passada, em coletiva à imprensa, o vice-reitor da UFMT, Francisco José Dutra Souto, revelou que o estudo realizado pelos servidores sobre a redução da carga horária era deficiente. Para os servidores, a redução é possível reestruturando a dinâmica dos plantões. Já para a UFMT, a medida só pode se tornar prática com a contratação de mais 64 servidores e aumento das horas-extras, o que no momento foi descartado pela administração superior da Universidade pela falta de recursos. Os manifestantes ainda revelaram que aguardam uma reunião da direção do hospital a respeito da reimplantação do Conselho Gestor da unidade. Desde a última intervenção do HUJM, os superintendentes que assumiram a administração do hospital foram indicados pela reitoria. Os servidores exigem a volta das eleições. Quando tinha eleição havia mais compromisso para com o trabalhador, revelou. Ainda de acordo com Almeida, o convite à greve estendido aos servidores da administração ocorreu porque todos lutam por melhores condições de trabalho em todos os setores. À reportagem, os manifestantes ainda disseram que a meta da categoria é parar hoje para não parar nunca mais. A reportagem falou com o superintendente do HUJM, Elias Nogueira Teles, que disse que não se manifestaria por telefone sobre o assunto. O vice-reitor da UFMT não foi encontrado.