CIDADES
Quinta-feira, 02 de Junho de 2011, 21h:12
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MOVIMENTO
Servidores da UFMT param a partir de 2ª
Greve é dos técnicos e administrativos, decidida em assembleia ontem. Categoria reivindica reajuste de salário e acordos firmados ainda com Lula
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Em assembleia realizada ontem pela manhã os técnicos e trabalhadores administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira. Contra a Medida Provisória (MP) 520, eles reivindicam reajuste salarial e o cumprimento de acordos feitos ainda no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cerca de 100 trabalhadores participaram da reunião. De acordo com o coordenador do Sindicato dos Servidores Federais (Sintuf), Antônio Benedito de Assunção, apesar de o Senado ter derrubado a MP 520, que criava a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, nova estatal que administraria os hospitais universitários, os trabalhadores do ensino superior decidiram pela paralisação como forma de cobrar reajuste salarial, racionalização de cargos, reposicionamento de vencimentos dos aposentados, entre outros. As reivindicações vêm desde 2007 e o governo não atendeu a pauta, disse. Também coordenadora do Sintuf, Ana Bernadete Almeida Nascimento informou que a categoria cobra reajuste de 6%, de acordo com o índice da inflação. Um dos problemas hoje é em relação a alguns cargos como auxiliar administrativo e assistente administrativo, que têm a mesma atribuição, mas salários diferenciados. Há casos em que a diferença é de R$ 700 para um e outro profissional em fim de carreira, comentou. Outra questão, conforme Bernadete, é quanto a tabela de gratificação. A tabela vai de A ao E. Há quem recebe incentivo de até 75%, mas a gratificação não é estendida para todas as classes, informou. Segundo Ana Bernadete, a decisão dos técnicos da UFMT segue a deliberação da categoria tomada em plenária nacional, realizada anteontem pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra). A UFMT conta com cerca de 2 mil servidores efetivos. Os representantes da categoria têm uma rodada de negociação marcada para o próximo dia 7, com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). À tarde, os servidores do Hospital Universitário Júlio Müller também realizaram assembleia. De acordo com Ana Bernadete, os servidores comemoraram a derrubada da MP 520 como uma vitória e, embora apóiem a greve nacional, decidiram manter o atendimento integral na unidade.