A greve dos servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), iniciada há 50 dias, chegou ao fim ontem. A decisão foi tomada após uma assembleia geral da categoria, que decidiu pela interrupção do movimento, mesmo sem nenhum acordo estabelecido com o governo estadual. O porta-voz do comando grevista, Murilo Covezzi, explica que, mesmo com o fim da greve, as negociações salariais irão continuar. Os servidores perceberam que as negociações não estavam avançando e o fim da greve foi um pedido do governo do Estado. No entanto, Murilo diz que a categoria retorna insatisfeita ao trabalho. Estamos desmotivados e sob pressão. Você sabe como trabalha uma categoria desmotivada?, provoca. No dia anterior, os servidores haviam se encontrado com o secretário de Administração, César Zílio, sem chegar a um acordo. Mesmo sem alcançar o objetivo de readequação salarial, Murilo considera que o saldo da greve foi positivo. A greve foi muito boa. Nós mostramos a situação da Secretaria, os gastos que ela tem com a Oscip, referindo-se à Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que atua na Sema com 151 funcionários contratados. Os servidores concursados reclamam que a Organização transforma a Secretaria em um cabide de empregos. Os servidores da Sema entraram em greve no dia 21 de junho. Eles pedem reajuste no piso e no teto salarial. No dia 6 de julho o Tribunal de Justiça concedeu uma liminar considerando que a greve era ilegal. Mesmo assim, a paralisação continuou. Os trabalhos foram retomados temporariamente no dia 14 de julho, atendendo ao pedido do governador Silval Barbosa, que exigia o fim da greve para retomar na negociação. Insatisfeita com a proposta feita pela Secretaria de Administração, a categoria retomou a greve no dia 21 de julho, encerrando-a definitivamente ontem. (GB)