O prefeito Wilson Santos (PSDB) disse ontem que não vai homologar o reajuste de 18% na tarifa de transporte coletivo aprovado anteontem pelo Conselho Municipal de Transporte (CMT). Ele afirma discordar do salto do valor atual de R$ 2,05 para R$ 2,42, o que corresponderia a 37 centavos a mais no valor final da passagem. Santos destacou que por enquanto não há novo valor e nem data fixado, mas admitiu que haverá aumento. Ao longo desta semana, antes de definir para quanto vai a tarifa, ele quer se reunir com o secretário municipal de Trânsito e Transporte, Edivá Pereira Alves, e representantes de outros segmentos para esclarecer questões relacionadas ao tema. Posso garantir que a passagem será menor que R$ 2,42 e não chegará a R$ 2,40, frisou. Além de justificar que o último reajuste do transporte urbano na Capital aconteceu há dois anos, Santos lembrou que agora não há nenhum impedimento legal para debater esse assunto, numa referência à queda da liminar concedida pela justiça estadual que proibia o município de aumentar a tarifa. Wilson Santos também observou que nas linhas intermunicipais que operam entre Cuiabá e Várzea Grande o reajuste aconteceu há pouco mais de seis meses. O serviço entre esses dois municípios está sob a gestão da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager). Para ir ou vir de Várzea Grande o usuário, que pagava R$ 1,95, passou a desembolsar R$ 2,20.