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CIDADES
Sexta-feira, 10 de Julho de 2015, 20h:00

JUSTIÇA

Réu confesso e absolvido

O assassino confesso do ex-secretário Vilceu Marchetti, o caseiro Anastácio Marafon, foi absolvido por júri popular

YURI RAMIRES
Da Reportagem
O assassino confesso do ex-secretário de Estado, Vilceu Marchetti, o caseiro Anastácio Marafon, foi absolvido do crime em júri popular realizado em Santo Antônio do Leverger (32 km de Cuiabá). O julgamento durou cerca de 15 horas e só terminou na madrugada de ontem. Inconformado com o resultado, o Ministério Público informou que vai recorrer da decisão. Conforme as informações, a tese de crime passional foi mantida, uma vez que Anastácio afirmou ter agido em legítima defesa. A defesa do réu ainda destacou que ele teria reagido a um disparo feito pelo próprio Marchetti. Acontece que, até ontem, essa informação não havia sido divulgada. Segundo o caseiro, ele viu a vítima segurando sua esposa pelos braços na cozinha da fazenda onde moravam. Em seguida, Marchetti teria tentado morder a orelha da mulher, além de sussurrar frases. Anastácio disse ainda que a vítima o recebeu momentos depois com uma arma de fogo, e que após os dois trocarem tiros, o ex-secretário caiu morto na cama. A mulher em questão é Ângela Aparecida Ribeiro dos Santos, que também prestou depoimento. Emocionada, ela contou que recebeu cantadas e ofertas por parte do ex-secretário, que também teria “passado a mão” em algumas partes de seu corpo. O júri foi formado por sete moradores de Santo Antônio, sendo três mulheres e quatro homens. O júri terminou pouco depois da 0h de ontem, com a leitura da sentença final lida pelo juiz Murilo Moura Mesquita, que presidiu o júri. “O nobre Conselho de Sentença, em reunião em sala própria e por meio de votação sigilosa, admitiu a materialidade e autoria do crime por parte do réu. No terceiro quesito, os senhores jurados absolveram o acusado, tornando prejudicados os demais quesitos”, diz trecho do documento. Sendo assim, atendendo as decisões, Marafon foi absolvido das imputações constantes nos autos, recebendo, naquele momento, o alvará de soltura. O Diário entrou em contato com o advogado de defesa de Anastácio, Oscar Cesar Ribeiro Travassos Filho, mas não obteve sucesso. O CASO – Há pouco mais de um ano, no dia 07 de julho de 2014, o ex-secretário foi encontrado morto em sua fazenda, a Mar Azul, localizada no município de Capoeirinha, em Barão de Melgaço. Vilceu foi morto com três tiros de arma de fogo, disparadas por Anastácio, caseiro da fazenda. Segundo ele, Vilceu teria assediado sua esposa diversas vezes. Desde a data, o caseiro estava preso. Ele passou da Cadeia Pública de Santo Antônio do Leverger para a Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, onde estava até ontem.

Edição EDIÇÃO 16964




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