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CIDADES
Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013, 20h:33

COPA 2014

Relatório aponta risco de blecautes

Cemat e Ministério de Minas e Energia contestam análise e afirmam que energia produzida é suficiente para o evento

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem
Quase metade das obras previstas para assegurar o fornecimento de energia elétrica em Cuiabá durante a Copa do Mundo de 2014 está atrasada em relação ao cronograma inicial. A conclusão consta de uma análise de risco produzida em dezembro pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e divulgada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo o levantamento, apenas duas entre as 12 sedes do evento estão "em dia" com os investimentos previstos contra apagões: Recife e Fortaleza. Em relação às demais, segundo a reportagem, o documento recomenda uma "urgente aceleração do ritmo de implantação das obras" e até mesmo o emprego de "soluções de engenharia alternativas". Ao todo, 163 obras fazem parte da lista prioritária definida em 2011 pelo grupo de trabalho "GT Copa 2014", criado pelo Ministério de Minas e Energia. Além de novas linhas de transmissão e de distribuição, está previsto o reforço na capacidade das subestações. Em Cuiabá, das nove ações previstas, quatro estão em marcha lenta, na avaliação da Aneel: a ampliação de duas subestações de distribuição (CPA e Várzea Grande) e a construção de duas linhas de distribuição (Várzea Grande-Nova Várzea Grande e Cidade Alta-Verdão). A Cemat, em nota, reconheceu os atrasos e os atribuiu a problemas com "alguns fornecedores" e ao trâmite lento para a obtenção de licenças ambientais. A empresa, porém, negou que a situação ofereça riscos à realização da Copa na Capital. "No momento, essas obras transcorrem em ritmo acelerado, com previsão de conclusão para março de 2013. Os outros cinco empreendimentos, com previsão de entrega para dezembro deste ano, já estão em andamento", afirmou a empresa. RISCO - Apesar do conteúdo do relatório produzido pela Aneel, o diretor-geral da autarquia, Nelson Hübner, minimizou ontem os riscos de falta de energia em 2014. “Estamos acionando as empresas para recuperar isso rapidamente até a Copa”, disse, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, o relatório de risco foi concluído em dezembro, mas é resultado de um longo período de fiscalização. Muitos dados considerados na avaliação, afirmou, foram atualizados. Para Hübner, a estrutura atual já permite realizar a Copa sem risco de blecautes. “O que estamos fazendo é um conjunto de obras adicionais para dar muito mais segurança, por exigência da FIFA. É a redundância da redundância", disse. Em nota, o Ministério de Minas e Energia disse ter “absoluta segurança” de não haver risco de desabastecimento nem mesmo na Copa das Confederações, que será realizada em junho. “O duplo suprimento aos Estádios para a Copa das Confederações está garantido, cumprindo assim o compromisso firmado entre o Governo Federal e a FIFA.” Procurada por meio de sua assessoria, a Secopa disse que não iria comentar o relatório.

Edição EDIÇÃO 16960




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