CIDADES
Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2010, 21h:19
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CAMPO NOVO
Quatro já identificados
Líder da quadrilha que assaltou Banco do Brasil da cidade na 5ª é reconhecido por testemunha, assim como 3 comparsas
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A polícia já identificou o assaltante apontado como chefe do bando que assaltou a agência do Banco do Brasil em Campo Novo do Parecis (396 quilômetros da Capital) anteontem de manhã. Trata-se de Raimundo Gonçalves da Silva, o Tio, reconhecido por diversas testemunhas. No assalto, participaram 10 homens armados com fuzis. Raimundo também participou do assalto à agência do Banco do Brasil de Guiratinga, em janeiro do ano passado, segundo a polícia. Além dele, a polícia divulgou fotos de outros três cúmplices que acompanham Raimundo nas ações criminosas - Joenes Antônio da Silva, Clóvis da Silva Veiga e Francisco Reinaldo de Lima França. As fotos foram divulgadas por policiais militares ligados ao 6º Comando Regional da Polícia Militar, de Tangará da Serra. Outro detalhe que reforça as suspeitas da participação de Raimundo é, que durante todo o assalto, alguns cúmplices o chamavam pelo apelido. Além disso, ele usava uma meia fina sobre o rosto, o que não dificultou a identificação. Ele estava dirigindo uma das picapes usadas na fuga, que levou reféns e os integrantes do bando. As vítimas foram liberadas a cerca de 60 quilômetros de Campo Novo. Os bandidos queimaram uma das caminhonetes e, também, uma ponte de madeira, para dificultar a ação dos policiais. Segundo o comandante do 6º Comando Regional, coronel Ribeiro, os ladrões teriam atacado uma propriedade rural em Nova Maringá. O caseiro de uma chácara localizada no município informou aos policiais que saiu para pescar e, na volta, de madrugada, encontrou a casa toda revirada. Eles (os assaltantes) vieram preparados para ficar alguns dias na mata, pois estavam com roupa camuflada e estão fortemente armados, explicou. O comandante lembrou que algumas pessoas em Campo Novo estão sendo investigadas como participantes do esquema, ao fornecer informações à quadrilha. Ele suspeita de que a maior parte da quadrilha seja de outro Estado. Esses ladrões estudam o local, planejam e executam a ação criminosa. Chegam para levar tudo mesmo. Tanto que atiraram de fuzil contra duas viaturas, uma da Civil e outra da Polícia Militar. De acordo com a polícia, mais de 50 homens - do Bope, Ciopaer (com um helicóptero) e GOE participavam da perseguição. Foram empregadas forças de Nova Mutum, Rondonópolis, Tangará da Serra e Cáceres. O bando invadiu a agência às 9h de quinta-feira, horário de abertura do banco. Funcionária de uma imobiliária em frente à agência, Andréia Fernandes, contou que os reféns foram encapuzados e obrigados a ficar sem camisa. Campo Novo é uma cidade bem pacata. Todo mundo ficou bem assustado. A PM, cujo batalhão na cidade fica a apenas 300 metros da agência bancária, tentou conter o assalto e cercar a área, mas foi limitada por parte dos bandidos que atiravam contra o prédio do batalhão. Também trabalhando numa loja em frente à agência, a vendedora Jéssica Santos, 19, relatou que o tiroteio entre policiais e assaltantes resultou em danos a carros, vitrines de lojas e telhados de estabelecimentos ao redor. Na agência, além de trocar tiros com policiais, render os funcionários e aterrorizar os clientes, os bandidos destruíram o prédio. Além de estraçalhar os vidros, tentaram atear fogo nos equipamentos - o que felizmente foi contido e não feriu ninguém. O único ferido foi o delegado civil Eder Cley de Santana Leal, atingido na perna no tiroteio, mas ele foi medicado e passa bem.