CIDADES
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011, 21h:07
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NOVA VISTORIA
PSMC vive risco de explosão iminente
Situação é apontada pelo Crea, que esteve ontem avaliando unidade. Fora isso, acessibilidade e tratamento de resíduos configuram outros problemas
DHIEGO MAIA
Da Reportagem
O Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Cuiabá foi alvo de fiscalização ao longo desta quarta-feira e mais uma vez, muitas irregularidades saltaram aos olhos. A unidade corre risco iminente de explosão, o ambiente é inóspito em relação à acessibilidade e no tratamento dos resíduos sólidos gerados. Estes apontamentos são do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) e vão compor um retrato amplo do funcionamento da unidade hospitalar junto com outras avaliações elaboradas por outros conselhos ligados à Saúde. Assim que finalizado, o documento será entregue ao Ministério Público Estadual (MPE). Para o coordenador de Acessibilidade do Crea, Givaldo Dias Campos, a cabine de entrada de energia, que concentra todo o cabeamento de energia de fora para dentro da unidade, pode explodir a qualquer momento. O risco é iminente porque a atmosfera do lugar é potencialmente explosiva, explica. No local, segundo Campos, gases explosivos dividem o mesmo espaço com lâmpadas fluorescentes que, além de liberar outros gases, podem gerar faíscas. A equipe de fiscalização também verificou que, na falta de energia, os gerados presentes na unidade não são capazes de abastecer o prédio por muito tempo e quem estiver na dependência de aparelhos pode vir a morrer. Mas é em relação à acessibilidade que o Pronto-Socorro ganhou a pior avaliação. Nota zero para o quesito de acessibilidade, confirma Campos. As rampas estão mal inclinadas, não têm corrimão e nenhuma proteção contra quedas. A calçada de entrada está intransponível e concentra de forma irregular bancos de cimentos móveis e pontos de táxi que só atrapalham a circulação de pessoas e ambulâncias. Por dentro, a situação é ainda pior. Móveis quebrados obstruem corredores da ala de isolamento com paredes pintadas de mofo. Um dos elevadores não funciona por causa da instalação elétrica que precisa ser trocada. Na rampa principal carros e pessoas se cruzam. Já no aspecto sanitário e ambiental, o Pronto-Socorro também passa por problemas. A distribuição de água é descentralizada e ineficiente. De acordo com o engenheiro sanitarista, Jesse Rodrigues de Arruda Barros, todos os dias a unidade precisa ser abastecida com caminhões-pipa, salienta. O lixo hospitalar gera líquidos que são descartados no esgoto, que inclusive, não é completamente tratado. Todo esgoto segue rumo à estação elevatória do Mané Pinto. MANUTENÇÃO A falta de manutenção de aparelhos é outro problema. Segundo o Crea, não existe nenhum profissional de plantão na unidade e, por isso, os equipamentos quebram constantemente. À reportagem, a prefeitura disse que só irá se manifestar depois do relatório finalizado. Hoje, a fiscalização vai passar por Várzea Grande.