CIDADES
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011, 21h:09
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SAÚDE PÚBLICA
Prédio de escola deve ser integrado ao PS
Governo estadual anunciou ontem que, após encerrar litígio sobre área, vai doar espaço da escola Emília de Figueiredo para ampliação da unidade
ALECY ALVES
Da Reportagem
O governo do Estado quer aproveitar o prédio da Escola Estadual Emília de Figueiredo, na rua General Vale, e doar a área a prefeitura de Cuiabá para que o Pronto-Socorro e Hospital Municipal (PSHMC) possa ser ampliado. O anúncio aconteceu ontem pela manhã, durante a visita do governador Silval Barbosa, do secretário estadual Pedro Henry e do prefeito Francisco Galindo ao PSHMC para assinatura do documento que assegura o repasse de R$ 1,5 milhão do orçamento estadual para a reforma da Ala Verde da unidade, o setor de internação que dá suporte aos atendimentos de emergência. Silval Barbosa disse que a Saúde está sendo planejada visando o fortalecimento da rede própria e da conveniada. Não temos como fazer planejamento sem prever ações emergenciais, observou, informando que o Estado faz intervenções em regime emergencial para ampliar o número de leitos nos hospitais da Capital e em outros municípios da Baixada Cuiabana. Além dos 80 leitos que está ajudando a reformar no PSHMC, dará suporte ao Hospital Santa Helena, instituição privada conveniada ao SUS, para construção de outros 80 novos leitos na unidade. No Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, por falta de área para construção, a saída poderá ser a cessão do local que sedia a Escola Emília Figueiredo. Se conseguir resolver o litígio com os herdeiros da área, vai cedê-la ao município e ainda ajudar com recursos para as obras. O prefeito Francisco Galindo se animou com as palavras do governador. Ele acha que a parceria com o Estado proporcionará grandes avanços nos serviços de saúde. Agradeço por acreditar em nosso projeto, disse, referindo-se ao governador. Galindo lamentou que pacientes continuem sendo atendidos em condições precárias no PSHMC, mas argumentou que isso ocorre porque não podem se omitir, deixar que as pessoas fiquem na rua ou na calçada sem assistência. O secretário municipal de Saúde, Maurélio Ribeiro, explicou que o espaço do PSHMC não permite mais ampliações, a não ser a construção de um quarto pavimento, no prédio dos fundos. Ribeiro disse que se tiver o terreno da escola, poderão não apenas abandonar a ideia de fazer 60 leitos em um quarto pavimento, mas aumentar a proposta. A previsão do secretário é que a Ala Verde seja concluída no próximo mês. A prefeitura só não sabe ainda, disse, se vai usar o dinheiro doado pelo Estado para pagar a reforma ou na aquisição de equipamentos. A estimativa dele é que as obras e a aparelhagem dessa ala cheguem a R$ 2 milhões. Pedro Henry informou que, em uma outra frente, o governo está trabalhando para estruturar os hospitais do interior para oferta de exames laboratoriais mais sofisticados, entre os quais a tomografia. Ele disse que a demanda desse serviço está sendo levantada em cada município.