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CIDADES
Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007, 20h:33

População vê avião fazer piruetas

O local da queda do avião monomotor em Santo Antônio do Leverger fica pouco mais de 50 metros da casa do lavrador Gumercindo Pereira dos Santos. Segundo ele, foi o maior susto em quase cinco anos de vizinhança. “Vi o avião no ar, fazendo piruetas, de repente ele veio descendo em parafuso e muito rápido. Caiu quase reto no chão e já começou o fogo alto. Corri até lá e ainda consegui ouvir o grito de um deles. Ele estava balançando o braço, mas não havia o que fazer”, relatou. No aeródromo, o ex-mecânico de aviões Conrado Pinho dizia ter presenciado o momento da queda. “Eles estavam fazendo manobras perigosas. A última foi o parafuso, que é uma das maiores causas de morte em acrobacias. Não acho que tenha havido problema mecânico”. ACIDENTES – Em 2007, já são dois acidentes aéreos com vítimas em Mato Grosso. Em 7 de fevereiro, um bimotor Sêneca caiu na fazenda Buritizinho, região do rio Manso, em Chapada dos Guimarães. Morreram o piloto e os cinco passageiros. O avião, um táxi-aéreo, saiu de Cuiabá em direção ao município de Guarantã do Norte (a 715 quilômetros ao norte da Capital). O trabalhador rural Nelson Alves Siqueira, que testemunhou o acidente, relatou que a aeronave começou a perder a fuselagem ainda no ar. (RV)

Edição EDIÇÃO 16968




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