CIDADES
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2009, 21h:04
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AVES
Pombos vêm sendo exterminados no Centro
Comerciantes e frequentadores das praças centrais da Capital já encontraram cerca de cem animais mortos no chão em pouco menos de uma semana
DANA CAMPOS
Da Reportagem
Uma série de mortes de pombos tem despertado a atenção da população que circula pelas principais e mais movimentadas praças centrais de Cuiabá, apesar de considerarem a presença deles um incômodo. Conforme alguns comerciantes e taxistas que mantêm ponto nesses locais, desde a semana passada foi morta quase uma centena de aves. De acordo com o taxista Edivandro Carvalho da Silva, de 29 anos, cujo ponto de táxi está localizado na praça Alencastro, na quarta-feira, um colega recolheu cerca de 40 animais, entre eles pássaros como pardal e bem-te-vi. Ele conta que viu centenas de grãos de milho espalhados pela praça naquele dia e, logo depois, os animais apareceram mortos. Mas não é só aqui não. Ouvi dizer que está acontecendo nas outras praças daqui também, revela. O vendedor Fermino Olmedo, de 69, que trabalha na praça da República, afirma que chegou a notar alguns animais mortos no local, mas que a presença desses pássaros ainda é constante. As pessoas alimentam esses bichos diariamente e é isso que os mantém aqui, reclama. Acho ruim eles ficarem aqui entre a gente, próximo de pontos de venda de alimentos, mas não acho certo matá-los, diz o vendedor Marcio de Oliveira, de 25, que comercializa frutas na praça Alencastro. A equipe de reportagem percorreu as praças Alencastro, da República e Ipiranga e percebeu que a existência desses animais nesses locais está diferenciada. Por volta das 16 horas, na Alencastro, não foi avistada nenhuma ave, na República, foram vistas algumas, já na Ipiranga foi constatado uma presença maior desses animais. De acordo com a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Coroline Sena, o pombo é um animal protegido pela Lei Federal nº 9.605/98, sendo assim vetada qualquer ação de controle que resulte em maus-tratos a ave. Caso contrário, o praticante pode ser detido e cumprir até cinco anos de reclusão. O que a gente faz é um trabalho de orientação sobre as formas adequadas de manejar o animal, desde que sejamos acionados, diz Coroline, informando o telefone 3617-1680 para solicitação. No entanto, de acordo com o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Pedro Alberto Bignelli, por ser considerado um animal sinantrópico aquele que se adaptou a conviver com o homem , cabe ao município fiscalizar e solicitar a remoção desses animais. Porém, até o momento não recebeu nenhuma denúncia sobre a mortandade. De acordo com o educador ambiental Renner Benevides, da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, está sendo feito um estudo para verificar a possibilidade de evitar a proliferação desses animais nesses locais.