Antes de protocolar o documento na prefeitura de Cuiabá, os médicos participaram da sessão na Câmara de Vereadores. O vereador Toninho de Souza defendeu que o prefeito Wilson Santos conduzisse pessoalmente a situação e criasse uma comissão de negociação. A situação é grave e está insustentável. Está claro que o Luiz Soares não tem condições de resolver o problema, que ele tem contribuição, justificou Souza, lembrando que além do fluxo normal, o Pronto-Socorro é a unidade de referência para casos suspeitos da gripe A e da dengue. A mobilização dos médicos também ganhou o apoio do Conselho Regional de Medicina (CRM). Temos a preocupação que seja dada à população a assistência em casos de emergência. Por outro lado, o movimento reivindica melhores condições de trabalho, que repercute na qualidade do atendimento, frisou o presidente do CRM, Arlan de Azevedo Ferreira. Além disso, Ferreira disse acreditar que existe uma relação leonina entre a administração municipal e a categoria, que tem vencimentos entre R$ 800 e R$ 1.200, valores quadriplicados por incentivos que são cortados por questões mínimas. Ferreira considerou justo o pedido de que as gratificações sejam incorporadas aos vencimentos dos profissionais. Estagiários de medicina, nutrição e enfermagem da UFMT também participaram do movimento. (JD)