A Polícia Federal afirmou ontem que o conflito com os mundurukus foi o resultado de uma "emboscada" preparada por mais de "cem índios pintados para guerra" e que usavam, além de flechas, armas de fogo. "Os policiais utilizaram a força necessária para reprimir o ataque sofrido, tendo em vista o grande número de disparos de armas de fogo vindos da aldeia", disse a nota, em um trecho. Um dia antes do episódio, segundo a PF, cerca de 60 índios tentaram intimidar o coordenador da operação usando arcos e flechas. "Após quatro horas de negociação, o líder dos índios fez um acordo com o coordenador de operação, concordando que o trabalho dos policiais fosse desenvolvido regularmente no dia seguinte." Por determinação da Justiça Federal, o trabalho consistia em destruir uma balsa utilizada, segundo as investigações, para a extração ilegal de ouro no rio Teles Pires. No caminho, segundo a nota, houve a emboscada. Segundo a nota, uma interceptação telefônica realizada com autorização judicial "comprova que havia intenção anterior do líder indígena em atacar os policiais". A PF não comentou, na nota, a possibilidade de uma morte entre os índios. (RV)