Paralisação deverá atrasar a formatura de alunos da UFMT
STÉFANIE MEDEIROS
Especial para o Diário
Alunos da Universidade Federal de Mato Grosso não se formarão no ano previsto pelo calendário acadêmico. Por conta da greve que já dura quase 50 dias e reúne professores e técnicos, os estudantes que se formam em 2012 não irão realizar a colação de grau na data inicialmente marcada. De acordo com a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder, não se sabe ainda em quanto tempo o ano de formatura dos alunos será atrasado, pois a greve ainda não tem data para se encerrar. Segundo ela, assim que as atividades retornarem, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) irá se reunir para a elaboração de um novo calendário acadêmico. A universidade tem como dever oferecer aos alunos 200 dias letivos em um ano e, segundo Maria Lúcia, o semestre interrompido será retomado de onde parou, ficando a critério de cada professor iniciar o conteúdo todo novamente. Quanto à periodicidade das aulas, continuarão exatamente como eram antes da greve: alunos que estudam meio período ou período integral irão repor as aulas perdidas exatamente nos horários de antes da greve, sem alterações. A reposição das aulas não vai afetar ninguém. Quem estudava a tarde continuará a estudar a tarde e quem estuda de manhã, continuará estudando de manhã, disse a reitora. Segundo o presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), professor Carlos Alberto Eilert, o atraso na formatura não deve ser encarado como uma perda, mas como uma luta pelo que os professores acreditam. Nós estamos lutando pelo que acreditamos, por um ensino livre e laico e por melhores condições de seus docentes, disse.