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CIDADES
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009, 21h:13

Operação envolveu mais de 50 PMs e 15 viaturas

O subtenente aposentado do Exército, Arlindo Alfredo Dezorzi, na época com 72 anos, foi morto no dia 2 de agosto de 2000, por volta das 11h30, dentro de um dos cômodos de sua própria casa, no bairro Santa Rosa II, durante uma megaoperação policial. A casa dele foi cercada por mais de 50 policiais militares, 15 viaturas, sete motocicletas e sobrevoada pelo helicóptero da Polícia Militar. Os PMs foram até lá prendê-lo porque havia informações de que ele recebido à bala e ferido gravemente um soldado da guarnição que minutos antes tentara prendê-lo. O colega do soldado havia ligado pedindo reforço, desencadeando uma grande operação militar, como poucas vistas. Minutos depois, lá estava o aposentado, estirado em um dos cômodos da casa com o corpo crivado de balas. No processo há testemunhas que garantem que o local foi invadido pelos oficiais Mozaniel Fernandes e Rodrigues Filho, que comandavam a operação, quando Dezorzi já havia se rendido. E ainda, que o subtenente foi levado para o Pronto-Socorro Municipal quando já estava morto. O laudo da perícia mostrou que a lesão que a vítima apresentava em um dos pés havia sido feita pós-morte, causada pela porta da viatura policial no momento em que o puseram para levá-lo ao hospital. (AA)

Edição EDIÇÃO 16969




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