Oitiva com tenente do Corpo de Bombeiros é desmarcada
A oitiva da tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Letur, que iria depor sobre a morte do aluno Rodrigo Patrício Lima Claro ontem, foi desmarcada a pedido da defesa. A justificativa seria que a oficial, que está afastada, mas continua realizando serviços administrativos na corporação, não foi notificada pelo Corpo de Bombeiros sobre a audiência. O depoimento do comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Marcelo Augusto Reveles de Carvalho, está mantido. Ele foi ouvido ontem (1º de fevereiro). Segundo a delegada responsável pelo inquérito, Juliana Chiquito Palhares, o advogado de defesa da tenente solicitou uma nova data, mas ainda não foi definida. Izadora Letur é acusada de tortura e omissão de socorro durante treinamentos aquáticos, realizados em 15 de novembro de 2016, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. O aluno bombeiro Rodrigo Claro, que tinha 21 anos, passou mal, foi internado e morreu uma semana depois com hemorragia cerebral. O desdobramento dos depoimentos será protocolado no Fórum da Capital e a secretaria de Estado e Segurança Pública deve ser informada sobre o resultado. O resultado não deve demorar a ser divulgado, não tem o porquê demorar muito. O secretário de Segurança Pública será informado. Então, ele decidirá quem deve se pronunciar e falar sobre o inquérito, disse a delegada. O comando do Corpo de Bombeiros também instaurou um inquérito para apurar se houve excessos que resultaram na morte de Rodrigo. A tenente Ledur já foi ouvida nesse processo, que está sob responsabilidade do coronel bombeiro Alessandro Borges Ferreira. Cinco oficiais que atuaram no treinamento dos soldados foram afastados em decorrência do processo. O Ministério Público Estadual (MPE) também acompanha o caso.