CIDADES
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013, 21h:15
A
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ISAAC PÓVOAS
O lado ruim da faixa
A implantação da faixa exclusiva em uma das principais avenidas da cidade trouxe benefícios por um lado, mas causou problemas por outro
YURI RAMIRES
Da Reportagem
Comerciantes da avenida Isaac Póvoas, em especial os instalados do lado direito da pista, estão insatisfeitos com a implantação da faixa exclusiva para o transporte coletivo. A principal reclamação é a queda no movimento, ocasionando prejuízos. Segundo a Prefeitura de Cuiabá, a faixa especial reduz o tempo de viagem dos ônibus, fazendo com que o usuário chegue mais rápido no seu destino. Porém, o que foi criado para resolver um problema, acarretou em outro. Comerciantes estão se sentindo lesados diretamente com novo serviço, que deverá ser implementado na Getúlio Vargas no próximo mês. Há 25 anos no mesmo local, a empresa Guaraná Maués, que representa a cultura cuiabana, oferecendo aos clientes doses de guaraná ralado por R$ 0,50, está sentindo a queda da movimentação. O proprietário da empresa, Carlos Eduardo Olsson, afirma que a faixa inibiu a aproximação dos clientes, uma vez que eles paravam rápido, compravam e iam embora. "Fomos lesados. Há 25 anos no local, estamos sentindo uma diminuição de 40% na movimentação, que influência no caixa também", lamentou o empresário. Segundo Olsson, os empresários da região já estão se mobilizando para cobrar uma atitude da prefeitura, uma vez que muitos podem fechar as portas, pois a queda no movimento é notável. Como é o caso da eletroeletrônica do Wellington Marques, que deixará hoje o ponto da Isaac pelo impacto sofrido no movimento. Segundo Marques, o movimento caiu 50% e o que está salvando o orçamento é o atendimento a domicílio. A faixa também está prejudicando uma loja especializada em nutrição e saúde, que na atualidade é muito frequentada por pessoas que buscam o corpo ideal. João Rodrigo, vendedor da loja, comenta que a perda da comodidade de estacionar na porta do estabelecimento é uma das principais reclamações. Em outros comércios ao logo da avenida as reclamações se intensificaram, assim como o serviço de estacionamento particular, que cobram até R$ 5 por hora. Empresários da Getúlio Vargas temem que o mesmo aconteça quando a faixa for implementada. Segundo um empresário que não quis ser identificado, quem possui estacionamento na calçada ou nos fundos, não está preocupado, afirmando que a briga não é deles. OUTRO LADO - A reportagem entrou em contado com o secretário municipal de Trânsito, Antenor Figueiredo, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Anteriormente, a prefeitura havia informado que a faixa exclusiva beneficia milhares de pessoas ao dar mais velocidade aos ônibus.